A Greenpeace overflight in 2022 spotted a large cattle herd grazing in an embargoed area in the LH-B90 farm, also known as the Rio Preto farm, in Cujubim, Rondônia state. An investigation conducted by Repórter Brasil and Greenpeace discovered that 8,785 animals bred and raised in illegal farms owned by a gang of deforesters in Rondônia ended up in slaughterhouses owned by the meat-packing business between 2018 and 2022. Sobrevoo do Greenpeace em 2022 flagrou rebanho numeroso de gado pastando em área embargada na Fazenda LH-B90, também conhecida como Fazenda Rio Preto, em Cujubim, Rondônia. Investigação da Repórter Brasil, em parceria com Greenpeace, revela que 8.785 animais criados em fazendas ilegais de uma quadrilha de desmatadores de Rondônia foram parar nos abatedouros do frigorífico entre 2018 e 2022.
Após quatro anos, o governo de Jair Bolsonaro termina com um aumento de 59,5% da taxa de desmatamento na Amazônia em relação aos quatro anos anteriores.
É a maior alta percentual num mandato presidencial desde o início das medições por satélite, em 1988. Bolsonaro superou até mesmo o aumento visto no primeiro governo FHC, quando o forte aquecimento da economia no início do Plano Real causou o maior desmatamento da série histórica, de 29 mil km2, em 1995.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a estimativa para o ano de 2022 é de 11.568 km2 devastados, área equivalente à da Jamaica. Apesar da queda de 11% em relação a 2021, é a segunda maior taxa em 13 anos nos nove estados da Amazônia Legal. A média anual sob o governo Bolsonaro foi de 11.396 km2, contra 7.145 km2 no período anterior (2015-2018).
“Pegou o país com uma taxa de 7.500 km2 de desmatamento na Amazônia e o está entregando com 11.500 km2“, diz o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.
Os dados de 2022 revelam que o desmatamento no estado do Amazonas foi o único a ter aumento no corte raso neste ano. Foram derrubados 2.607 km2, um incremento de 13% em relação a 2021. O Pará, mesmo com a redução de 21%, ainda lidera o ranking, com 4.141 km2 desmatados em 2022.
Segundo o Observatório do Clima, a tendência atual no Amazonas, caso nada seja feito, é que se repita no eixo da BR-319 a tragédia ocorrida no entorno da BR-163 (Cuiabá-Santarém), no Pará, que se transformou no epicentro do desmatamento no começo do século.
Astrini frisa também que é preciso ficar atento a uma série de projetos de lei conhecidos como “Pacote da Destruição”, que visam anistiar a grilagem de terras e a eliminação do licenciamento ambiental.
“O governo Bolsonaro acabou, mas a aliança entre o bolsonarismo e a banda podre do ruralismo permanece no Congresso e no chão da floresta”, diz Astrini.
O coordenador técnico do OC, Tasso Azevedo, revela que o consórcio MapBiomas encontrou indícios de ilegalidade em 98% dos desmatamentos em 2021, e os órgãos de controle só atuaram em 27% da área desmatada. “A impunidade ainda predomina e precisa ser enfrentada com determinação no novo governo.”
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