Como parte de uma campanha pelo fim do comércio de animais silvestres, a organização Proteção Animal Mundial enviou na semana passada uma carta a todos os ministros da saúde dos países que compõem o G20, incluindo o ministro brasileiro Marcelo Queiroga.
“Pedimos que apoiem o fim do comércio de animais selvagens e da destruição de seus habitats. A solicitação foi enviada nos dias que antecedem o Global Health Summit, encontro ministerial que reuniu líderes do G20, na sexta-feira (21), para troca de experiências e conhecimentos no combate à pandemia do novo coronavírus”, explica a organização.
A Proteção Animal Mundial destaca que a resiliência sanitária global deve prevalecer sobre o interesse privado. O pedido de apoio pela proibição envolve a exploração de silvestres como animais de estimação, como matéria-prima para itens de luxo, como ingredientes da medicina tradicional chinesa e como fonte de entretenimento e de alimento.
A organização destaca em carta enviada ao ministro brasileiro que o Relatório de Avaliação Global da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (Ipbes) de 2019 revelou que os mesmos causadores do surgimento de doenças pandêmicas, ou seja, mudanças no uso da terra, principalmente com a intensificação da produção pecuária e o uso e comércio de animais silvestres, são fatores que também têm causado maior impacto negativo na natureza desde a década de 1970.
“Portanto, a priorização de ações para enfrentar a mudança no uso da terra e o comércio de animais selvagens terá grande impacto, tanto na prevenção de pandemias quanto na proteção da biodiversidade.”
Além de muito sofrimento, a pandemia e as zoonoses emergentes têm causado prejuízo de pelo menos um trilhão de dólares por ano, segundo a Proteção Animal Mundial.
“A clareza sobre a causa da doença pandêmica deve ser acompanhada pela clareza nas ações tomadas para reduzir a ameaça do surgimento de novas doenças pandêmicas, juntamente com as ações para mitigar o risco da atual pandemia e se concentrar na erradicação da exploração insustentável do meio ambiente e dos animais.”
Clique aqui para ler a carta na íntegra.
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