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James Cameron destaca importância da comida vegana no set de “Avatar 2”

Antes da gravação do filme “Avatar 2: O Caminho da Água”, o diretor James Cameron decidiu que seria mais coerente que fosse oferecido ao elenco e a equipe de produção somente comida vegana, já que “Avatar” é um alerta sobre os riscos que a humanidade enfrenta em decorrência da devastação ambiental.

“O que muitos fãs de ‘Avatar’ talvez não saibam é que as práticas ecologicamente corretas não estavam apenas presentes na narrativa do filme: elas foram totalmente integradas à sua própria produção. O ecologicamente consciente Cameron até se certificou de que o set de ‘Avatar’ tivesse uma política de alimentação vegana estritamente aplicada na tentativa de exemplificar os valores do filme”, observou o site de notícias de cinema Slash Film.

Em um comunicado em que fala sobre a sua decisão, James Cameron explicou que foi uma iniciativa natural de evitar ser hipócrita ao propor uma abordagem ambientalmente consciente ao mesmo tempo em que oferece ao elenco alimentos que estão na contramão dessa mensagem.

Porém, ele não proibiu que ninguém do elenco ou da produção de Avatar consumisse alimentos de origem animal ou levasse sua própria comida. De qualquer forma, sua iniciativa foi bem recebida, pela consistência em relação à abordagem do filme.

Segundo James Cameron, eles se empenharam em ser atenciosos, oferecendo versões à base de vegetais das comidas preferidas do elenco e da produção. “Fornecemos uma comida boa e saborosa. Todas as coisas que eles gostam, mas 100% à base de vegetais.”

James Cameron e sua família fizeram a transição para uma dieta à base de vegetais em 2012 e ele destacou que passou a sentir-se muito melhor, percebendo um ganho em saúde.

Em participação no Just Transition Summit, na Nova Zelândia, o diretor da franquia “Avatar” alertou que os produtos de origem animal podem trazer uma consequência ambiental tão grave que podem colocar em risco a democracia e agravar conflitos.

Já em entrevista à TVNZ, da Nova Zelândia, ele enfatizou que precisamos de uma transição para um mundo sem carne ou já relativamente sem carne em 20 ou 30 anos.

Jornalista (MTB: 10612/PR) e mestre em Estudos Culturais (UFMS).

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