Professor de endocanabinologia do curso de medicina veterinária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Erik Amazonas de Almeida defende o uso de canabinoide no tratamento de animais no Brasil. Inclusive já pediu apoio de órgãos como o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC).
Almeida também já recomendou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considerem a literatura mais atual disponível sobre o assunto. O professor e médico veterinário sustenta que há inúmeros estudos disponíveis que comprovam que animais podem se beneficiar do tratamento com canabinoides.
E um dos maiores pontos positivos, segundo ele, é que não oferece os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais. Em 2019, Erik Amazonas de Almeida foi o único brasileiro a ministrar uma palestra no 3º Simpósio de Canabis na Medicina Veterinária, realizado em outubro na Califórnia.
Nos EUA, 30 dos 50 estados já legalizaram a maconha com fins medicinais, e Califórnia e Nevada já a utilizam no tratamento de animais, principalmente em casos de artrite, epilepsia e ansiedade.
Sobre o assunto, o presidente do subcomitê de canabinoides da Associação Americana de Medicina Veterinária, Jeffrey Powers, defende que o momento é de diálogo, porque muitos veterinários relutam até mesmo em falar sobre a maconha por medo de colocarem suas licenças profissionais em risco.
Para quem quiser se inteirar sobre o assunto, no motor de busca PubMed é possível encontrar inúmeros artigos sobre o tema – de autores dos Estados Unidos, Canadá e Israel.
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