Para onde vai o bezerro?

Para onde vai o bezerro? – martelava na mente. Viu o caminhãozinho transportando o pequeno numa carroceria de madeira. Olhos grandes passeavam pela rodovia. Narinas? Encaixavam entre duas madeiras de entrada/saída que tremulavam. Talvez fizesse cócegas ou nem percebeu. Não havia indicativo de destino – placa era da cidade recém-deixada. Pra onde então? – só […]

Tem violência no sorvete

Sonhou com um bezerro preso numa casquinha de sorvete. Não havia sorvete, só o pequeno bovino entalado que sangrava sem parar. Sangue era estranha cobertura que não cobria nada, muito pelo contrário – emergia de suas já violadas entranhas, ocultadas por um algo comestível que não evoca violência. “Mugia e gemia, e quanto mais fazia […]

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