Tolkien: “Dessa época em diante, não mais comeu carne nem matou nenhuma criatura viva”

"E esse povo derruba árvores e caça animais, portanto, não somos seus amigos"

“Tornou-se, porém, amigo dos pássaros e dos outros animais, e eles o ajudavam, sem traí-lo” (Acervo: Associated Press)

“Senhor – diziam – se tens poder sobre esses recém-chegados, faça com que voltem por onde vieram, ou que continuem seu caminho. Pois, nesta terra não desejamos que desconhecidos destruam a paz em que vivemos. E esse povo derruba árvores e caça animais, portanto, não somos seus amigos.

E, se não quiserem partir, nós os atormentaremos de todas as formas possíveis. Por mais quatro anos, Beren ainda vagou por Dorthonion, um proscrito solitário. Tornou-se, porém, amigo dos pássaros e dos outros animais, e eles o ajudavam, sem traí-lo. Dessa época em diante, não mais comeu carne nem matou nenhuma criatura viva.”

“O Silmarillion”, de J.R.R. Tolkien, páginas 139 e 161, publicado em 1977. A obra narra o início da Terra Média e de outras terras como Númenor, Valinor e Arda. O que pode despertar identificação no leitor é a detalhada abordagem do mito da criação e seus seres folclóricos, comum nas histórias de tantas civilizações.

O livro também discorre sobre acontecimentos que se tornaram lendas nas eras posteriores, principalmente eventos envolvendo as primeiras casas de elfos, anões e homens.

Embora a obra possa parecer fastidiosa em alguns aspectos, vale a pena para entender melhor livros como “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, até porque “O Silmarillion” se passa em um período que antecede esses dois livros.

Ademais, a singularidade de Tolkien aliada à fantasia e à autoralidade no desenvolvimento da linguagem dão a tônica do livro que discorre sobre a primeira grande batalha entre o Bem e o Mal.

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