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Ativistas tentam levar palavras de afeto a porcos antes do abate no RS

Ativistas do Animal Save registraram reações dos animais antes de entrarem em matadouro onde 2,8 mil suínos são abatidos por dia (Fotos: Animal Save RS)

Na última quinta-feira (5), um grupo formado por 15 ativistas realizou uma vigília em frente ao terceiro maior matadouro de porcos do Rio Grande do Sul, situado em Encantado, a 140 quilômetros de Porto Alegre.

O objetivo foi tentar levar palavras de afeto e algum tipo de conforto aos animais, além de uma tentativa de troca de olhares revelando que eles estavam lá para ampará-los antes que fossem enviados para a morte.

A intenção também era transmitir um sentimento de respeito por suas vidas, um compromisso de mostrar que há quem se importe com esses animais que hoje já não existem mais.

Os participantes da ação fazem parte do núcleo Animal Save, do The Save Movement. “Já havíamos feito vigília no mesmo local no último mês de junho, mas fomos hostilizados pelos representantes da empresa nesta segunda tentativa de nos aproximarmos dos animais. Os motoristas dos caminhões foram orientados a não parar”, informam.

Os ativistas contam que também foram impedidos de darem água aos animais. “Após a entrada dos caminhões na empresa, o grupo conseguiu, de longe, registrar vídeos em que se ouve os gritos dos porcos dentro do abatedouro, onde 2,8 mil suínos são abatidos diariamente”, acrescentam.

Esta foi a primeira ação do Animal Save, por meio do The Save Momement, no Rio Grande do Sul. Mas novas ações estão programadas para ocorrer em breve. Vale lembrar também que recentemente o estado ganhou os núcleos Climate Save e Health Save.

Para acompanhar o trabalho do núcleo Animal Save do Rio Grande do sul no Instagram, clique aqui.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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