Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos a relação masculina com a carne, mas a virilidade não pode deixar de ser pensada como algo específico dentro de um “guarda-chuva” muito mais amplo – emoção/razão, no qual a percepção se constrói com maior abrangência por meio de uma conveniente e irrealista divisão. Afinal, se falamos em virilidade, só podemos falar em carne.
Mesmo que o domínio sobre os animais tenha sido pensado primeiro como o domínio “do homem”, na especificidade do que é “de origem animal”, ninguém dirá que há virilidade em consumir ovos, leite (seu consumo já foi debochado até dentro do fisiculturismo, como por Arnold Schwarzenegger: “Milk is for babies”), queijo, iogurte, mel, etc.
Muitos alimentos de origem animal não são expressões de virilidade, mesmo que pensar o “consumo animal” tenha uma associação com a virilidade. Portanto, ainda que consumir o que é de origem animal seja tratado “como parte do ser masculino”, a percepção disso como virilidade não se sustenta na sua abrangência de consumo.
E quando levamos a discussão para o veganismo, que em relação ao consumo envolve a recusa de produtos de origem animal em geral (não só carne – nem só alimentos), reduzir a resistência masculina ao veganismo à “virilidade” seria olhar para um lado sem observar o que dá sustentação a esse lado.
A virilidade é um efeito da hierarquia emoção/razão. Sem entender essa hierarquia, a virilidade vira uma explicação reducionista, incapaz de dar conta da pluralidade e do alcance do especismo. Assim, sugerimos que o problema fundador não surge a partir da ideia de virilidade, mas das conexões que ganham supostos “fundamentos” dentro da construção da emoção/razão – na qual também a ideia pejorativa e preconceituosa em relação ao veganismo se desenvolve por uma questão que está muito além da “virilidade”.
Ademais, a própria percepção do veganismo como “coisa de mulher” é preconceituosa também em relação às mulheres, como se a validação dependesse de subverter o sentido do veganismo como “coisa de homem”. Afinal, isso reproduz a lógica hierárquica que desvaloriza o feminino: se veganismo é “coisa de mulher”, isso seria “um problema a ser corrigido”.
Logo, quem afirma que o veganismo é “coisa de mulher” está ancorando sua defesa numa percepção divisionista em que gêneros são usados como marcadores de aceitação e rejeição. Isso entra em conflito com a própria gênese do combate ao especismo que não existe para olhar para o gênero de seus interlocutores e sim para como seus viveres impactam na vida de outros animais.
Por esse motivo, também podemos questionar se associar o veganismo com a virilidade é algo necessário ou se é algo que conflui para uma legitimidade de gênero em que o contra-hegemônico (antiespecismo) deve provar ao hegemônico (especismo como “senso comum”) que sua penetração depende de valer-se de seus valores. Disputar esse campo é acreditar que a contra-hegemonia pode superar a hegemonia nos termos da própria hegemonia. Mas por que a contra-hegemonia deve validar o que é expressão da própria hegemonia?
O papel da contra-hegemonia não é provar que pode ser como o centro. É mostrar que seus critérios são arbitrários, suas hierarquias são construídas, seus valores são interesses disfarçados de natureza. Isso não é sobre ignorar que não há nada de errado em ser viril e vegano, mas o quanto isso pode ser problemático quando vira uma disputa para tornar isso um marcador do que é ser vegano, visando se apropriar do que já pode ser problematizado na hegemonia vigente. Ademais, a própria ideia de insistir numa construção do vegano como viril pode, a partir disso, ecoar também uma insegurança – como se “comprovar virilidade” fosse uma questão de “necessidade”.
Há veganos que visam transferir a lógica da virilidade para o veganismo, buscando torná-la mais inteligível ao veganismo do que ao que está fora dele (hegemonia especista). Esse é um movimento que ignora como a virilidade é construída e a quais interesses ela serve como parte de uma hegemonia em que a virilidade performática é expressão de defesa de hierarquias.
Para pensar o que precede a virilidade e como ela é um desdobramento da hierarquia emoção/razão, nos valemos de conceitos mais amplos como hegemonia cultural (proposto pelo filósofo e teórico Antonio Gramsci) e habitus (proposto pelo sociólogo Pierre Bourdieu), porque eles dão conta de algo que está muito além de um recorte específico que não permite pensar o especismo em sua totalidade prática. Afinal, como apontado antes, a virilidade também escapa como explicação ao consumo masculino de produtos de origem animal que inerentemente não se conectam à defesa do consumo como expressão de virilidade – o que pode ser explorado para expor o contraditório do consumo de produtos animais como “viril”.
Equivocado também seria ignorar que muitos homens não têm uma relação com a carne baseada em “virilidade” e sim na hegemonia cultural e no habitus que, sendo mais amplos e ubíquos do que a virilidade, normalizaram esse consumo, tornando-o uma “expressão natural das relações desejáveis de consumo”. Portanto, reduzir o consumo à virilidade seria excluir muitos homens que consomem carne sem pensar sobre isso nos termos da virilidade. A própria construção da tradição supera os termos da virilidade no contexto do masculino, já que a ideia da virilidade pode ser parte da tradição, mas não pode ser expressão total da tradição por seus limites dentro do habitus e da hegemonia cultural.
Sem dúvida, a carne é o símbolo mais forte quando se pensa no consumo do que é de origem animal. Mas equivocado seria ignorar que seu consumo é um consumo fortemente emocional – porque sua força emocional está na sua construção cultural. Desse modo, a hegemonia cultural nesse exemplo está na construção do senso comum que faz com que alguém trate uma motivação emocional (memória, afeto, tradição) como se fosse meramente racional, lógica.
Quando alguém diz que ser “vegano é ‘coisa de mulher’”, essa é uma colocação emocional que defende hierarquias por meio da defesa de “posições de consumo”. Nesse caso em específico, sim, podemos explorar mais a ideia da virilidade porque a provocação surge nesses termos. Ainda assim, isso se conecta às próprias disposições internalizadas que são tratadas como “naturais” e que Bourdieu define como habitus.
Sem uma hegemonia cultural e um habitus convergente que permitem também pensar isso como o “consumo masculino”, pelo que já foi “naturalizado”, um homem não teria uma base cultural para querer “generificar” o que é ser vegano. Mas quem o faz, o faz de um lugar limitado, considerando o impacto totalizante do especismo em termos de gênero – o que torna essa defesa problemática mesmo a partir da lógica que conecta primeiro o homem ao domínio dos animais.
Todos nós já nos deparamos com afirmações ou percepções em que há uma associação do homem com a razão e da mulher com a emoção – uma visão preconceituosa que ignora que, independentemente de gênero, essa colocação é hierarquizante e arbitrária, pois visa enaltecer a razão a partir de uma visão positivista (que resulta no tratamento equivocado da emoção, superficializando-a, e ainda pretere suas conexões com a razão). Ninguém pode ser reduzido a um cálculo somente de emoção ou de razão. Logo, há um embate em que quem é reduzido a “emocional” deve ser menos considerado do que quem atribui a si mesmo o título de “racional”. Portanto, o que existe é uma defesa narrativa que promove por conveniência uma visão de mundo por um alinhamento cultural.
Quando se diz que ser vegano “é coisa de mulher”, o autor dessa fala sustenta, por associação, que ser vegano é “emocional e um desvio da razão” – porque ele constrói a visão do que ele vê como “justificativa feminina” como puramente emocional. E ao fazer isso, ele não se vale de um cálculo racional, mas, contraditoriamente, de uma defesa emocional, já que a afirmação do “ser coisa de mulher” surge de uma expressão de antagonismo que é em si emotiva.
Outro ponto que podemos problematizar é que ser vegano significa considerar os interesses dos animais não humanos. Eles não querem ser prejudicados por interesses humanos – passar por privação, sofrer e ser mortos; não poder mais viver, dentro dos limites de sua condição doméstica, o potencial que poderia corresponder à sua expectativa de vida como espécie, em vez de ser reduzidos a produtos, meios para um fim no interesse humano. Diante disso, há uma constatação lógica: aquele que vive e é prejudicado sempre desejará não ser prejudicado. Então onde há justificativa não racional para não considerar tal interesse? A própria motivação emocional para não prejudicar o animal é também despertada pela razão, porque a emoção surge como conclusão amparada pela concretude – as reais consequências para os animais.
Assim, a defesa da hierarquia emoção/razão surge como uma fantasia, porque é menos amparada pela realidade e mais em “senso comum” como expressão da hegemonia cultural (Gramsci) e do habitus (Bourdieu) – porque ela não depende do que é verdade, fundamentalmente lógico, mas do que é legitimado como parte de uma conclusão que seja aceita como óbvia. A emoção, na sua consideração como motivação a ser vista como inferior à razão, é minimizada por essa arbitrariedade tratada como forte verdade.
Mas o que notamos nesse exemplo em que partimos da afirmação do “ser vegano como ‘coisa de mulher’” é que há uma disputa em torno do que deve ou não ser visto como emoção (inferior) e razão (superior) – ignorando seus trânsitos, encontros e relações que não podem ser outros que não coexistenciais.
Afinal, quem faz oposição ao veganismo como expressão de virilidade está reproduzindo, antes de tudo, a falsa dicotomia da hierarquia da emoção/razão. Ingênuo também seria ignorar que essa divisão e subestimação de como se constrói a emoção é um legado principalmente ocidental e que foi defendido durante o Renascimento, fortalecido com o Iluminismo e combatido pelo Romantismo que, não por acaso, influenciou o surgimento do veganismo moderno ocidental. Como lembra-nos o filósofo e antropólogo Jesús Martín-Barbero, o Romantismo não foi tratado como um movimento meramente artístico por acaso, mas para invisibilizar suas bases políticas de contestação que envolve também contestar o que é a razão.
O que a questão provocativa do “ser vegano como ‘coisa de mulher’” deve evocar não é uma explicação que busque validar a hegemonia – ao defender que há sim virilidade em ser vegano –, mas levantar uma dúvida. Afinal, por que ser coisa de mulher seria um problema? E mais, o que é ser coisa de mulher quando falamos daquilo que em si não existe para caber numa “generificação”? Há nisso, evidentemente, uma tentativa negativa de apropriação exatamente pelo que discutimos até agora.
O que a análise do habitus (Bourdieu) e da hegemonia cultural (Gramsci) revelam também é que em relação à virilidade o aspecto social é mais determinante do que a autopercepção viril. Não se trata apenas de “como me vejo”, mas de “como os outros me veem”. A virilidade, nesse quadro, é menos uma identidade íntima e mais um instrumento de controle social – uma linguagem por meio da qual se quer regular o comportamento e produzir conformidade.
Por isso, a estratégia de “provar que o veganismo pode ser viril” é insuficiente. Ela não altera o olhar do grupo, apenas tenta encontrar um lugar para o vegano dentro da mesma lógica de julgamento. A verdadeira transformação exige mudar o campo social – normalizar o veganismo a ponto de ele não ser mais lido como ameaça à posição de nenhum gênero, evitando qualquer concordância com a ideia divisionista de “generificação” do veganismo.
Não podemos esquecer que culturalmente o apego aos produtos de origem animal é menos uma questão de virilidade do que de gosto e naturalização – disposições incorporadas que antecedem qualquer performatividade de gênero. A virilidade funciona, nesse quadro, como um reforço discursivo do que já preexistia: justifica, protege e pune desvios, mas não é a fonte estrutural do apego.
Os que debocham do homem vegano defendem uma hierarquia dependente da polarização entre razão (superior) e emoção (inferior). É essa polarização (que pode operar com ou sem referência explícita ao gênero) que sustenta a desqualificação do veganismo como “emocional”, “sentimental”, “irracional”. Essa hierarquia, muito mais ampla do que a virilidade e também responsável por abrigá-la, é ela mesma uma construção – um dualismo falso que não corresponde à complexidade da vida psíquica.
Ninguém é puramente racional ou puramente emocional. Somos sempre uma combinação em que diferentes dimensões se sobressaem em diferentes contextos, mas nunca se apresentam isoladas. A persistência desse dualismo no senso comum não se deve à sua verdade, mas à sua utilidade em uma disputa de narrativas que tende a reproduzir valores, pensamentos e viveres como se fossem motivadamente monolíticos.
Desmontar essa falsa oposição é tarefa central para uma crítica radical do especismo – pois é ela que sustenta a desqualificação do veganismo como “mera emoção”, assim como a supervalorização do consumo de origem animal como “pura racionalidade”. A virilidade, nesse quadro, devemos lembrar, é apenas uma expressão localizada desse dualismo. E a verdadeira transformação exige não inverter a hierarquia (tornando o veganismo “racional” ou “viril” nos termos de quem antagoniza o veganismo), mas dissolvê-la, mostrando que razão e emoção são faces da mesma experiência humana.
O argumento de que “veganismo é ‘coisa de mulher’”, vale reforçar é, ele mesmo, uma afirmação emocional – uma defesa passional que se apresenta sob o verniz da razão. Quem o enuncia não está constatando um fato; está reagindo a uma ameaça percebida à sua identidade, ao seu pertencimento, à sua posição na hierarquia de gênero. Mas a motivação por trás dessa afirmação, como o deboche e a desqualificação, reflete a sua própria natureza emocional. Ainda assim, essa emoção é sistematicamente não reconhecida, projetada no outro, nomeada como “bom senso” ou “realismo”.
O antagonista, dessa forma, faz exatamente o que acusa o vegano de fazer: age movido por emoção, mas se apresenta como racional. A diferença é que o vegano frequentemente reconhece abertamente a sua motivação, enquanto o antagonista não reconhece seu incômodo que o leva a uma necessidade de reafirmação. Desmontar essa contradição performativa é parte da luta contra-hegemônica, pois mostra que o edifício da “racionalidade especista” é, no fundo, sustentado por emoções ironicamente ignoradas como emoções.
Devemos lembrar que a motivação vegana envolve um raciocínio ético claro: compreender que um animal é prejudicado, reconhecer seu interesse em não ser prejudicado e agir de acordo com esse entendimento. Isso é uma lógica, e uma lógica consistente. Já a rejeição ao veganismo, quando confrontada com essa lógica, frequentemente se revela como reação emocional defensiva: raiva, deboche, apego irrefletido. Se vamos usar a acusação de “emocionalidade” como critério, ela se aplica muito mais ao antagonista do que ao vegano. O que está em jogo, no fundo, é a recusa em levar a sério o interesse do animal. Essa recusa, por mais que seja vista como “razão”, é sustentada por emoções que não se quer reconhecer como emoções.
O que esses discursos fazem é projetar no vegano a acusação de “emocionalidade” para desqualificá-lo, enquanto mantêm intacta a própria carga emocional não examinada. É um clássico mecanismo de defesa: o que é negado em si é atribuído ao outro. O curioso é que essa defesa da “inconsideração como virtude masculina” é tão ritualística, tão repetitiva e tão pouco reflexiva que pode ser caricata. O homem que insiste que “homem de verdade come carne” raramente consegue justificar isso sem recorrer a apelos à tradição, à natureza, à saúde (quase sempre de forma equivocada) – todos eles argumentos que, quando escavados, revelam sua base afetiva. A defesa da virilidade é altamente emocional. A defesa da inconsideração pelos animais também é.
Entretanto, é preciso cuidado ao pensar sobre essa relação, já que os limites e o reducionismo do foco na virilidade são claros. Se isso fosse suficiente para explicar a resistência masculina ao veganismo, então homens não veriam problema em abandonar laticínios, ovos e outros produtos sem marcadores de “masculinidade” – já que esses nunca foram marcadores de virilidade. Mas sabemos que a resistência é ampla e atinge todos os produtos de origem animal. O que isso sugere? Que o problema não é (apenas) a virilidade, mas algo mais fundamental: a própria hierarquia humano-animal que a virilidade veio, historicamente, reforçar, mas que opera de forma mais ampla e precedente.
O consumo de qualquer produto de origem animal, não apenas carne, está ancorado em uma visão instrumental do mundo (animais como recursos), uma recusa da vulnerabilidade compartilhada e um hábito irrefletido que é anterior à racionalização. A virilidade é uma estratégia discursiva de defesa desse sistema, não sua causa.
O limite até mesmo das teorias críticas focadas na virilidade é que elas podem, sem querer, supervalorizar o gênero como categoria explicativa única, quando na verdade o especismo tem autonomia relativa e opera também por outras vias – pelo hábito, pela tradição, pela inércia cognitiva, pela dificuldade de estender a consideração moral a seres de quem apenas preferimos ignorar os interesses.
Portanto, reforçamos que pensar o especismo nos termos da hegemonia cultural (Gramsci) e do habitus (Bourdieu) é muito mais abrangente e não subestima a complexidade do real que envolve o consumo animal. Isso permite a passagem do específico (e aqui temos o exemplo da virilidade) ao mais estrutural, no qual problematizamos as bases do pensamento contra o veganismo a partir da hierarquização da emoção/razão.
A partir do momento em que os valores são culturalizados e tratados como “naturais”, eles já não são pensados nos termos em que as pessoas logo veem coerência em problematizá-los, e sim nos termos do “senso comum”, que leva à defesa do que foi normalizado e à rejeição do que surge para contestar o tratamento do normal como natural por ser nada mais do que uma construção cultural – o que afasta a “teoria do inato”.
Há um sistema de disposições incorporadas – formas de sentir, perceber, avaliar e agir que são anteriores à reflexão consciente. Em muitos casos, o homem que recusa o veganismo não está fazendo um cálculo racional ou expressando uma “crença na virilidade”. Ele está simplesmente sendo. Seu ser já está moldado por décadas de socialização que associaram certos alimentos a certos corpos, certos gestos a certos gêneros, certas práticas a certas posições sociais. O habitus explica por que a resistência é pré-reflexiva (não exige justificação). Ela persiste mesmo quando os argumentos racionais são desmontados.
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