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Campanha “Natal Animal” da Rally Motors gera má repercussão

Sobre a campanha ‘Natal Animal”, a Rally Motors se desculpou e informou hoje que decidiram retirar a campanha do ar (Foto: Reprodução)

Esta semana a campanha “Natal Animal’, da Rally Motors Mitsubishi, que prometia dar um cachorro para quem comprasse um Mitsubishi zero quilômetro atraiu má repercussão. O motivo, segundo protetores dos animais, é que dar um animal para quem comprar um veículo reforça a crença de que animais são presentes ou até mesmo brinquedos, já que, considerando a promoção, os animais poderiam ser vistos como um “brinde” ou um “bônus”.

Hoje o Brasil vive uma realidade de 20 milhões de cães abandonados, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), e a campanha da Rally Motors, de doar cães das raças bulldog francês, spitz, maltês, yorkshire ou pug foi apontada como uma iniciativa que não contribui para ampliar a conscientização em relação ao valor da vida animal.

Os defensores dos animais reclamam que os cães que seriam entregues como “presente” para quem comprasse um Mitsubishi são provenientes de criadouros de animais, já que não há como fazer esse tipo de oferta se não houver fornecedores, logo canis onde essas raças de animais são criadas e comercializadas.

“E de que forma a campanha poderia contribuir para diminuir a quantidade de cães indesejáveis por não serem ‘de raça’? Simplesmente, não contribui”, criticam os protetores dos animais. Depois de ver o anúncio, uma senhora sugeriu que a empresa deveria investir em uma grande feira de adoção.

Sobre a campanha ‘Natal Animal”, a Rally Motors se desculpou e informou hoje que decidiram retirar a campanha do ar, e que em nenhum momento quis disseminar a ideia de maus-tratos aos animais e muito menos tratar cães como “objetos” ou “brindes”. “A ideia era oferecer um carinho a quem comprasse o carro, presenteando com um animal de estimação, com um amigo fiel. A campanha também tem uma contrapartida que é a doação de 50 quilos de ração por cada carro vendido, para as entidades que cuidam de animais abandonados”, justificou.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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