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Depois de trabalhar em matadouro, mexicana se torna vegana

“Trabalhei em um matadouro onde os frangos sempre mostravam medo em seus olhos” (Imagem: Reprodução/DxE)

Depois de trabalhar em um matadouro matando frangos, a mexicana Susana Soto decidiu se tornar vegana e ativista dos direitos animais, além de criar os filhos como veganos. A sua história é narrada brevemente em um vídeo disponibilizado há duas semanas pela organização Direct Action Everywhere (DxE)

“Meu nome é Susana e matei milhares de frangos antes de me tornar amiga deles. Trabalhei em um matadouro onde os frangos sempre mostravam medo em seus olhos. Nós os colocávamos de cabeça para baixo para que não pudessem lutar no momento em que cortávamos suas gargantas”, relata.

No entanto, ela começou a refletir sobre o próprio trabalho e o que estava fazendo de sua vida. Susana conta que chegou a um momento em que começou a associar a violência contra animais com a violência contra seres humanos e percebeu que não poderia continuar nesse caminho. “Violência contra os animais também leva à violência contra seres humanos”, destaca.

Além de deixar o trabalho no matadouro, Susana também trocou a Cidade do México pela Califórnia e hoje atua como ativistas dos direitos animais. E sobre ser vegana, ela deixa uma mensagem: “Se eu consegui mudar, você também consegue.”

Britânicos já não querem trabalhar nos matadouros

No final do ano passado, a Farmers Weekly publicou um relatório informando que havia pelo menos dez mil vagas disponíveis nos matadouros do Reino Unido, vagas que ninguém queria preencher, de acordo com a Associação da Indústria Britânica de Processamento de Carne.

Segundo a Farmers Weekly, durante todo o ano de 2018 o setor passou por dificuldades no preenchimento de vagas nos matadouros. Mesmo oferecendo melhor remuneração de horas extras, o cenário já era de poucas mudanças.

“Não parece que o salário é o problema. As pessoas simplesmente não querem fazer esse trabalho”, avaliou o representante de compras da cooperativa escocesa Farmstock.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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