Mesmo em tempos de disseminação de covid-19, doença que já teve sua origem associada à interferência humana na vida de animais silvestres, o governo de Malta autorizou o início da temporada de caça a aves migratórias como as codornizes. De sexta-feira (10) até o final do mês, os caçadores do país que conta com 227 casos de covid-19 poderão abater esses animais na natureza.
A decisão, segundo a Agência Reuters, vai na contramão do que foi recomendado pelas autoridades de saúde de Malta, que pediram que a população não saia de casa em casos que não sejam realmente necessários. Ambientalistas reclamaram que a situação pode sair de controle e que a polícia não estará disponível para monitorar as caçadas.
O grupo ambientalista BirdLife Malta qualificou a decisão, que também repercutiu na mídia inglesa, como absurda, assim como quatro jornais do país. A Federação de Caçadores de Malta disse que “as recomendações de combate ao coronavírus não serão violadas porque os caçadores irão a campo sozinhos ou em pares”.
De acordo com a Reuters, o governo de Malta se recusou a comentar sobre o assunto. O país fica a menos de 100 quilômetros da Itália, onde o número de mortos em decorrência da doença chegou ontem (7) a 17.127.
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