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Malta proíbe foie gras e criação de animais para extração de pele

Fotos: Luis Tato/Andrew Skowron

Por meio de uma medida do Ministério da Agricultura, Malta anunciou a proibição com efeito imediato da produção de foie gras e da criação de animais para extração de pele. A notícia foi comemorada pelo coordenador do grupo Veggy Malta, Darryl Grima.

“Embora a medida proíba a produção, mas não a venda de foie gras ou peles localmente, é um passo positivo e esperamos que por si só leve as pessoas a pensarem mais antes de comprar ou consumir um produto proveniente da escravidão animal”, diz Grima.

E acrescenta: “Acolhemos o aviso legal e o trabalho administrativo necessário para a aprovação da proibição pelo Ministério da Agricultura (Anton Refalo e sua equipe). Devemos dar o crédito quando devido, porque são essas ações ousadas e progressivas que precisam ser colocadas em prática a favor dos animais.“

Segundo o coordenador do Veggy Malta, por ser um país pequeno, Malta tem condições de fazer mais do que outros países da União Europeia (UE), afastando-se mais rápido da agropecuária e investindo na produção de alternativas alimentares que sejam benéficas aos animais e ao planeta.

De acordo com a organização Fur Free Alliance, a medida do governo também evita que quem cria animais para foie gras ou extração de peles mude-se de outros países para Malta visando dar continuidade a essas atividades.

“Com a nova emenda, Malta juntou-se agora a uma lista crescente de mais de uma dúzia de países da UE que proibiram a criação de peles”, frisa a FFA. “Ainda há muito trabalho a ser feito porque fazendas em toda a Europa continuam a criar visons em condições atrozes.”

No Brasil está tramitando no Congresso o Projeto de Lei 90/2020, que propõe a proibição  do foie gras em todo o país. A proposta não precisará ser submetida ao plenário, o que significa que a aprovação dependerá somente da decisão dos relatores e outros membros das comissões. o PL estabelece a proibição “da produção e comercialização de qualquer produto alimentício obtido por meio de método de alimentação forçada de animais.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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