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ONG entra com ação contra comércio de carne de golfinho no Japão

Duas baleias-piloto que foram perseguidas por sete horas até ficarem presas na enseada de Taiji por três dias (Fotos: Actions for Dolphins)

A organização Action for Dolphins está liderando uma campanha contra o comércio de carne de golfinho no Japão. Para exemplificar o quanto essa realidade é cruel, a fundadora da entidade, Sarah Lucas, relata o caso de duas baleias-piloto (foto) que foram perseguidas por sete horas até ficarem presas na enseada de Taiji por três dias.

“Elas faziam parte de um grupo de 30, mas 20 foram massacradas por caçadores”, informa e acrescenta que no momento da matança os animais estavam amontoados, famintos e exaustos.

“No terceiro dia, os caçadores levaram o que restava da família para o oceano, incluindo bebês sem suas mães e com poucas chances de sobrevivência.”

Segundo Sarah, é lamentável que esses animais acabem nos supermercados. Por isso a entidade está entrando com uma ação criminal para impedir a venda de carne de golfinho no Japão.

Crueldade e mercúrio

“Eles não apenas capturam e matam esses golfinhos. Eles os torturam. Muitas pessoas no Japão não sabem que a carne que está sendo vendida contém níveis de mercúrio muito mais altos do que o permitido pela regulamentação governamental”, frisa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mesmo uma exposição bem limitada ao mercúrio pode causar danos aos nossos rins e pulmões.

“O Japão tem regulamentações sobre a quantidade de mercúrio permitida nos alimentos, e todas as pesquisas preliminares sugerem que o nível encontrado na carne de golfinho é muito superior a isso”, reforça Sarah Lucas.

Clique aqui para conhecer o trabalho da Action for Dolphins.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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