Às vésperas da quarta e mais audaciosa expedição da Família Schurmann, a ONU Meio Ambiente e o grupo de navegadores brasileiros assinaram um memorando de entendimento, inserindo o projeto “Voz dos Oceanos” na campanha global Mares Limpos – da qual a família já é defensora desde 2017.
Os Schurmann, a primeira família latino-americana a circunvagar o mundo em um veleiro, vão içar suas velas em 12 de dezembro. A expedição “Voz dos Oceanos” terá duração de 18 meses, será apoiada pela ONU Meio Ambiente e irá registrar tudo o que os velejadores virem nos oceanos e nas partes remotas do planeta.
O objetivo é documentar, especificamente, a poluição plástica. A iniciativa visa identificar possíveis soluções para a poluição marinha, mobilizar governos, setor privado e indivíduos para limpar os oceanos e inspirar inovações para libertar os mares dos plásticos.
“Navegando pelo planeta, vemos poluição de plástico em ilhas remotas e desabitadas, inclusive no meio do oceano. Isso nos preocupa muito e nos motivou enquanto planejávamos este novo projeto – para trazer consciência e encontrar soluções em todo o mundo, já que essa é uma crise sem fronteiras”, explica David Schurmann, diretor da expedição.
“Depois de 35 anos no mar, nós naturalmente nos tornamos porta-vozes dos oceanos. Com este projeto, e com o apoio da ONU Meio Ambiente, queremos que as pessoas ouçam a Voz dos Oceanos”, complementa.
“Estamos muito felizes em iniciar esta parceria com a Família Schurmann. A expedição ‘Voz dos Oceanos’ é uma ótima oportunidade para aumentar a conscientização sobre as soluções inovadoras que as pessoas ao redor do mundo estão desenvolvendo para combater a poluição plástica”, afirma Leo Heileman, diretor regional da ONU Meio Ambiente na América Latina e Caribe.
Entre 8 e 13 milhões de toneladas de lixo plástico chegam aos oceanos a cada ano, segundo estimativas. Além de poluir as águas, esse resíduo causa a morte de 100 mil animais marinhos e de um milhão de aves todos os anos.
A expectativa é de que a “Voz dos Oceanos” alcance até 40 locais estratégicos no planeta, incluindo Fernando de Noronha, no Brasil, Manhattan, em Nova Iorque, Auckland, na Nova Zelândia, e Ilha Ducie, no Oceano Pacífico. Também navegará para as áreas conhecidas como “giroscópios”, onde as correntes marinhas convergem e agrupam uma coleção de detritos plásticos provenientes de todo o mundo.
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