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De 30 mil espécies de plantas comestíveis, somente 170 são cultivadas em escala comercial

Ampelopsis, também conhecida como cereja de porcelana, encontrada em regiões montanhosas que vão da Ásia à América do Norte (Foto: Getty)

Na história da humanidade, das 30 mil espécies de plantas comestíveis existentes, de seis mil a sete mil foram cultivadas para produzir alimentos. No entanto, hoje, usamos apenas 170 culturas em uma escala comercial significativa, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Ainda mais surpreendente, nos limitamos a apenas 30 dessas culturas para fornecer as calorias e nutrientes de que precisamos todos os dias. Mais de 40% da ingestão calórica diária humana vem de três culturas básicas: arroz, trigo e milho.

Existem milhares de culturas que foram esquecidas ou subutilizadas durante séculos. A FAO defende que isso deveria ser reparado, não apenas por todos os sabores que estamos perdendo, mas também pelos nutrientes que elas fornecem.

Essas culturas “esquecidas” são geralmente nativas ou tradicionais que prosperam em regiões específicas do mundo. Talvez pelo fato de que sejam cultivadas em pequenas áreas geográficas, tenham baixo rendimento, sejam suscetíveis a pragas e requeiram maiores cuidados no manejo.

Ou, o que também é bem provável, pode ser que não sejam cultivadas porque não foram devidamente investigadas, nunca entraram no mercado mundial e, portanto, são desvalorizadas e mesmo desconhecidas para muitas pessoas. Porém, para a FAO, com o apoio de políticas e financiamento adequados, essas variedades esquecidas poderiam um dia ser reconhecidas no mercado.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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