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41 bovinos que escaparam do matadouro são homenageados em painel em Pico Rivera

“Esses animais querem viver assim como nós queremos”, disse Elen Dent (Foto: Handout/Lauren Lewis/PR)

No mês passado, quando 41 bovinos escaparam de um matadouro em Pico Rivera, a 18 quilômetros de Los Angeles, no sul da Califórnia, veículos de comunicação de muitos países divulgaram a fuga.

Mas a visibilidade da história não impediu que 38 dos animais fossem capturados e enviados mais uma vez para o abate e sem possibilidade de fuga.

Ou seja, acabaram reduzidos a pedaços de carne e vendidos a consumidores que talvez tenham se emocionado ao vê-los correndo pelas ruas em busca da liberdade.

Apenas dois dos animais ainda estão vivos e porque foram encaminhados para um santuário por intervenção da cantora e compositora Diane Warren. Um exemplo é a vaca June B. Free que hoje vive no Farm Sanctuary.

“Esses animais querem viver assim como nós queremos”

Outra vaca, que buscava a liberdade e fazia parte dos “41 de Pico Rivera”, não chegou a ser encaminhada mais uma vez para o abate, mas também não teve um final feliz. Ela foi morta a tiros por um policial sob a justificativa de “comportamento perigoso” enquanto corria pelas ruas.

A fuga e o desfecho motivaram cinco entidades a instalarem esta semana um painel em homenagem aos 41 animais, destacando a importância de não esquecê-los e de não contribuir por meio do consumo com a morte de outros animais.

“Esses animais querem viver assim como nós queremos. A conexão precisa ser feita, e não é sobre ‘o que’ as pessoas estão comendo, mas sobre ‘quem estão comendo’, disse Ellen Dent, cofundadora da Animal Alliance Network, deixando claro que são vidas reduzidas a produtos.

O painel foi uma iniciativa da AAN em parceria com a Peace 4 Animals, World Animal News (WAN), Farm Sanctuary e Animal Save Movement.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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