De acordo com informações da organização Humane Society International (HSI), mais de 70 milhões de galinhas poedeiras vivem em gaiolas de bateria no Brasil. Ou seja, em situação de confinamento intensivo.
“São gaiolas superlotadas em que as aves não conseguem caminhar, se exercitar, nem mesmo esticar as asas. Os animais vivem nessas condições degradantes durante aproximadamente um ano e meio, quando a produtividade de ovos tende a declinar e as poedeiras são enviadas para o abate”, informa.
Isso significa que ao contrário do que muita gente pensa, as galinhas que produzem a maior parte dos ovos consumidos no Brasil não têm nem mesmo a oportunidade de ciscar em algum momento de suas vidas. Outro ponto de reflexão é que galinhas poedeiras exploradas em níveis industriais não raramente sofrem de prolapso uterino, câncer de ovário, peritonite, esteatose (síndrome do fígado gorduroso) e fadiga crônica.
Normalmente uma galinha pode viver por pelo menos dez anos, mas não em um sistema em que a sua existência está vinculada à produção de ovos. Por isso a sua expectativa de vida como poedeira oscila de um a um ano e meio.
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