Os chamados animais de criação, ou animais criados para consumo, são tratados como produtos há muito tempo, mas foi durante a Segunda Revolução Industrial, ou seja, no início do século 20, que eles começaram a viver em regime de confinamento intensivo e foram pela primeira vez submetidos aos mais diferentes tipos de experiência que visavam ampliar a lucratividade dos criadores e da indústria.
Na década de 1930, havia uma quantidade considerável de animais que já não eram criados soltos no pasto. Contudo, foi a partir das décadas de 1960 e 1970, quando houve um boom das grandes redes de fast food, e um grande aumento da demanda de produtos de origem animal para atender esses restaurantes, que se tornou comum criar animais em um novo regime de confinamento, envolvendo muito mais privação que precede a morte.
Ou seja, as grandes redes de fast food têm parcela de culpa pela quantidade de animais criados em confinamento para atender a uma demanda também criada por eles. Porém, é claro, isso jamais teria acontecido se o crescente consumo de produtos de origem animal não tivesse partido da própria população. Um fato que instiga reflexão é que hoje vemos essas mesmas redes de fast food alegando que farão o caminho inverso.
Porém, como não podemos deixar de considerar, morte na indústria de produtos de origem animal é sempre morte, independente de como acontece. Porém, é no mínimo intrigante reconhecer que a chamada “comida rápida”, claro, e não somente ela, ajudou a levar os animais a um novo tipo de inferno terreno.
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