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Animais não serão mais usados em programas de residência pediátrica nos Estados Unidos e no Canadá

Animais como leitões agora estão livres de abusos em residência pediátrica nos Estados Unidos e no Canadá (Linda Davidson/The Associated Press)

De acordo com informações do site do Comitê Médico pela Medicina Responsável dos Estados Unidos, de agora em diante os 227 programas de residência pediátrica oferecidos nos Estados Unidos e no Canadá não usarão mais animais em métodos de treinamento.

A última instituição de ensino a concordar em não usar animais foi a Universidade Laval, em Quebéc, no Canadá. A confirmação foi feita pelo diretor do departamento de pediatria Marc-Andre Dugas. “Nenhum animal está sendo usado para qualificar os residentes”, garante.

A luta do comitê formado por mais de 12 mil médicos veganos começou há anos, quando os residentes de pediatria de várias instituições usavam gatos, furões, leitões e outros animais em uma grande variedade de procedimentos invasivos como a intubação endotraqueal, que pode causar hematomas, sangramento, cicatrizes, dores intensas e inclusive a morte.

Em Laval, antes do banimento da prática os residentes eram instruídos a introduzir uma agulha perto do coração de um leitão. Então abriam cirurgicamente uma veia e faziam incisões no tórax e na garganta do animal para inserir tubos. Em muitos casos, os suínos morriam antes do procedimento final.

O Comitê Médico atribui a conquista da substituição ao uso de animais ao desenvolvimento dos simuladores interativos e programáveis que reproduzem a anatomia humana. “Esses simuladores naturais são considerados superiores aos métodos baseados em animais porque são modelados segundo o corpo humano e permitem a prática contínua”, explica.

 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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