Artes Visuais

Artista se dedica a despertar empatia pelos animais

Epiphany transfere para a arte a sua percepção do estado de inocência e vulnerabilidade dessas criaturas que têm o fim de suas vidas decretado bem cedo em consequência do consumo de carne (Artes: Epiphany Szoot)

Despertar a empatia pelos animais, principalmente aqueles que vão parar em tantos pratos na hora do almoço e do jantar, é a principal motivação por trás da arte de Epiphany Szoot, uma especialista em fumage, técnica de arte surrealista que causa um impacto diferenciado ao criar uma ilusão de proximidade entre os elementos da imagem e o espectador.

Apresentando bovinos e suínos, que estão entre as maiores vítimas dos hábitos alimentares humanos, Epiphany transfere para a arte a sua percepção do estado de inocência e vulnerabilidade dessas criaturas que têm o fim de suas vidas decretado bem cedo em consequência do consumo de carne.

Seus personagens não humanos trazem expressões que tentam dialogar com o espectador, apesar das barreiras da comunicação que dissimulamos a nosso favor.

Os olhos, o estado pacífico e o contexto etéreo se combinam e reivindicam uma mudança de comportamento nas nossas relações com os animais que exploramos, matamos e comemos.

“Depois de me tornar vegana, prometi que toda a minha arte teria um significado positivo precioso, de inspirar, invocar amor, empatia e compaixão; de conscientizar e salvar vidas. Nesse ponto, minha arte literalmente pegou fogo e a fumage é o que veio dela.”

E acrescenta: “Como vegana, quero que tudo o que faço tenha um impacto positivo. [Por isso também] uso tintas sem crueldade em minhas obras de arte e tatuagens.”

Ephiphany Szoot também aborda o amor que os animais, na maioria dos casos separados de forma precoce de seus familiares, seja na indústria da carne e de laticínios, sentem um pelo outro quando têm a oportunidade de levar uma vida distante da exploração. Ou seja, em santuários.

“Os Animais amam seus bebês como nós. Eles amam a família, fazem amizades, têm melhores amigos, criam laços extremamente próximos. São como nós [nesse aspecto], a diferença é superficial. Somos todos iguais onde realmente importa”, defende a artista.

“Recupere sua compaixão e ajude-nos a proporcionar-lhes felicidade e liberdade. Você desejaria a mesma liberdade se fosse eles. A paz começa no seu prato.”

Acompanhe o trabalho da artista:

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David Arioch

Jornalista e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário (MTB: 10612/PR)

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