No domingo (18) completou um ano que o professor indígena Ari Uru-eu-wau-wau, de 34 anos, foi espancado até a morte e seu corpo deixado em uma estrada de terra perto de Tarilândia, distrito de Jaru, em Roraima.
“Ari morreu por defender a Amazônia”, destaca a organização WWF-Brasil, acrescentando que ele atuava contra todos os tipos de invasões ilegais na região, incluindo grilagem, garimpo e exploração madeireira.
“Ari Uru-eu-wau-wau deixou esposa, dois filhos e todo um povo que chora e sofre pelo crime, pela impunidade e pela lentidão da justiça brasileira”, critica a entidade, lembrando que ninguém ainda foi responsabilizado pelo assassinato.
Segundo o advogado Ramires Andrade, a investigação que teve início com a Polícia Civil seria repassada para a Polícia Federal, mas a mudança depende de decisão da Justiça Federal de Porto Velho. “Enquanto isso, tudo segue parado e ninguém foi preso”, reforça a WWF-Brasil.
Esta semana parentes e amigos da vítima protestaram de forma pacífica em frente ao Tribunal Regional Federal em Porto Velho para que o crime não seja esquecido. Painéis também foram espalhados por Roraima questionando quem matou Ari Uru-eu-wau-wau.
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