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Ativistas denunciam que girafas não poderiam ter sido importadas

Foto: Movimento Liberdade para as Girafas

De acordo com o movimento Liberdade para as Girafas, as 18 girafas enviadas para o Portobello Resort, em Mangaratiba (RJ), pelo Bioparque do Rio, e onde três já morreram, não poderiam ter sido importadas porque nos documentos apresentados consta que as girafas trazidas por meio do Grupo Cataratas são de origem selvagem.

“Consta o ‘w’ referente à classificação internacional ‘wild’ nos documentos de importação dos animais. Segundo a convenção Cites, não existe outra origem para os animais classificados com a letra “w” que não seja exclusivamente selvagem”, frisa o Liberdade para as Girafas.

A afirmação do BioParque de que estaria desenvolvendo algum trabalho de conservacionismo de girafas também é contestada pelos ativistas.

“O BioParque não comprovou ter qualquer tipo de convênio com entidades de conservação de girafas, universidades, comunidade científica ou conservacionista para o programa de conservação que alega possuir.”

O movimento Liberdade para as Girafas lembra ainda que o Brasil não tem histórico em conservação de girafas nem convênio com instituições internacionais que realizam esse trabalho.

“Reivindicamos que seja construído um espaço no município de Mangaratiba que possibilite a esses animais uma vida em semiliberdade e sem exposição ao público – onde podem caminhar, correr, saltar, e com espécies vegetais que sirvam de alimento, e que tenha sombra, água natural e abrigo.”

Segundo os ativistas, as girafas já sofreram traumas profundos pelo seu sequestro e posterior confinamento em local não familiar. Além disso, exigem que as girafas possam receber com regularidade ONGs de proteção animal previamente habilitadas para visitas. Até a remoção das girafas para a África ou santuário onde viverão definitivamente.”

O movimento Liberdade para as Girafas cita que a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, compromisso internacional assinado pelo Brasil, determina no quarto artigo que “todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir. Toda a privação de liberdade que tenha fins educativos, é contrária a este direito.”

Você pode acompanhar o trabalho do movimento Liberdade para as Girafas, que traz informações diárias sobre a situação do processo pela libertação desses animais, por meio do Instagram: @liberdade_para_as_girafas

Clique aqui para ter acesso à petição que exige a libertação das girafas

Clique aqui para ter acesso à carta de intenções dos ativistas

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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