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Ativistas fecham maior pista de corrida de cães da Ásia

“Aproximadamente 360 galgos eram comprados por ano da Nova Gales do Sul [na Austrália]” (Foto: South China Morning Post)

Na semana passada, um canídromo em Nossa Senhora de Fátima, na Região Autônoma de Macau, o maior centro de apostas do mundo, foi fechado por intervenção do Governo de Macau após pressão de grupos de direitos animais. O Canidrome Club, como era chamada oficialmente a maior pista de corrida de cães da Ásia, há décadas registrava altas taxas de mortalidade. Mas as denúncias sempre eram negadas pela Yat Yuen, empresa responsável pelo arrendamento da pista.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o grupo de direitos animais Anima teve papel determinante no fechamento do canídromo. “Aproximadamente 360 galgos eram comprados por ano da Nova Gales do Sul [na Austrália], e apenas oito foram colocados para adoção em 54 anos”, explicou o presidente da Anima, Albano Martins. Isto ainda porque as poucas doações só foram concretizadas por pressão da Anima a partir de 2012.

Após o fechamento do Canidrome Club, a Yat Yuen não forneceu nenhuma solução responsável para os cães, segundo declaração do Governo de Macau em seu site. Inclusive havia o risco dos animais serem enviados para a China, onde poderiam ser mortos ou usados em pistas de corrida ilegais. Ciente da situação, a Anima se comprometeu em encontrar um lar adequado para os sobreviventes – 600 galgos.

O que também pode ter pesado na decisão é que o governo de Macau havia autorizado no início do ano a exportação de 590 cães usados no canídromo. Sendo assim, a decisão também pode ter sido tomada sob viés político, já que o episódio gerou grande repercussão em Macau.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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