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Ativistas preparam ceia de Natal vegana para soropositivos em Recife (PE)

“Realizamos um trabalho de base dentro das comunidades, falando sobre veganismo, nutricídio, rentabilidade, sustentabilidade e ecologia” (Fotos: Divulgação)

Os coletivos Recife Verde e União Vegana Feminista estão preparando uma ceia de natal vegana para pessoas soropositivas para HIV/Aids em uma unidade de saúde no Largo da Santa Cruz, em Boa Vista, no Recife (PE). A iniciativa precisa de doações de alimentos, roupas, brinquedos, contribuições financeiras e mais voluntários.

“Dezembro é o mês da conscientização sobre HIV/Aids. Teremos também uma roda de conversa sobre o preconceito e estigma que a população soropositiva sofre”, explica a ativista vegana Gah Barros, que prepara e distribui marmitas veganas a pessoas em situação de rua no Recife.

“Cuido de 20 não humanos, trabalho com comida vegana, sou confeiteira, palestrante e educadora social da ONG Cores Femininas. Realizamos um trabalho de base dentro das comunidades, falando sobre veganismo, nutricídio, rentabilidade, sustentabilidade e ecologia.”

Segundo Gah, o objetivo é “levar cor a uma realidade tão pesada” – em referência às ações realizadas na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, para onde já levaram comida vegana e oficinas veganas.

A ativista conta que a prioridade este mês é o Natal Vegan, com microfone aberto sobre o Dezembro Vermelho, e revela que o S.O.S. Patinhas virou Recife Verde quando começaram a distribuir marmitas veganas para desabrigados. “É um trabalho feito por mim, meu companheiro e amigos que também são voluntários”, explica.

“Conseguimos impactar 800 pessoas toda quarta e sexta no centro da cidade. Agora estaremos promovendo uma intervenção em uma unidade de saúde aqui em Recife na noite de véspera de Natal, promovendo um Natal solidário, uma noite acolhedora.”

Em outubro, no dia das Crianças, também houve distribuição de comida, brinquedos, interações recreativas e debate sobre educação e veganismo. As datas comemorativas são um meio de levar alento e ao mesmo tempo conscientização.

“Tenho uma oficina para pais de crianças com seletividade alimentar em que ensino pratos veganos para substituir os clássicos processados industrializados à base de leite de vaca”, explica Gah Barros, que tem três filhos, e o mais velho, de cinco anos, é autista, o que fortaleceu mais ainda sua percepção de atenção às diferenças.

“Muitos autistas vivem a realidade da seletividade alimentar”, complementa.

Saiba Mais

Para o Natal Vegan são necessárias doações de macarrão, arroz, feijão e verduras, assim como brinquedos, lençóis, agasalhos e outros tipos de roupas.

Gah Barros pode ser contatada pelo Instagram: @strega.gah

Para doações por Pix: 81997442910

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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