Um dos maiores especialistas da teoria das cordas, professor da Universidade Columbia, de Nova York, e cofundador do World Science Festival, o físico Brian Greene já era capaz de multiplicar números de 30 dígitos aos nove anos. Com a mesma idade, deixou de comer carne após saber que as costeletas preparadas por sua mãe eram provenientes de um animal.
“Fiquei horrorizado e declarei que nunca mais comeria carne novamente. E nunca mais comi. Mais tarde, me tornei vegano. Visitei um santuário de animais em Nova York e aprendi muito sobre a indústria de laticínios, e foi tão perturbador que percebi que eu não poderia continuar dando suporte a isso. Em dias, desisti completamente dos derivados de leite”, declarou na “Interview with Brian Greene”, publicada pelo Supreme Master Ching Hai News.
Questionado sobre o motivo pelo qual tantos gênios tornaram-se vegetarianos, Greene respondeu que levando em conta sua “limitada experiência”, ele acredita que vegetarianos e veganos desafiam o “statu quo”, o estado atual das coisas. “São pessoas dispostas a sacrificar os seus próprios prazeres em busca do que acreditam que seja certo. Essas mesmas qualidades frequentemente são necessárias para conquistarmos grandes avanços nas artes e nas ciências”, pondera.
Sobre o fato de haver cientistas que não são vegetarianos, Brian Greene declara que, assim como a maioria das pessoas, há cientistas que não se questionam sobre a prática de comer carne porque é algo que sempre esteve ao alcance deles. “Muitas dessas pessoas se preocupam com os animais e o meio ambiente, alguns até profundamente. Mas, por alguma razão, força do hábito, normas culturais, resistência às mudanças, há uma substancial desconexão em relação a esses sentimentos, o que acaba não se traduzindo em mudanças comportamentais”, avalia.
Brian Greene defende a teoria das cordas como uma teoria unificada em condições de descrever tudo que diz respeito ao universo físico. Por isso, também é considerada por ele como uma possível teoria de tudo.
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