No sábado, o Bronx, o distrito mais pobre de Nova York (EUA), vai receber o Black VegFest, que reúne palestras e discussões que vão abordar desde os aspectos éticos até os aspectos nutricionais do veganismo. O evento também oferece alimentos ao público por meio de parceria com restaurantes e empresas de serviço de catering.
A comissão organizadora do Black VegFest já confirmou a participação de pelo menos 25 fornecedores de alimentos sem ingredientes de origem animal, que levarão ao Bronx versões veganas de rabadas, macarrão com queijo (mac & cheese) e shawarma, além de tofu empanado, “asinhas” de couve-flor, etc.
Fundador do Black VegFest e ex-morador do Bronx, o lutador Omowale Adewale disse em entrevista à revista VegNews que muitas vezes pessoas pobres da classe trabalhadora são ignoradas em decorrência da falta de engajamento político.
Ele cita como referência na contramão dessa realidade o presidente do Brooklyn, Eric Adams, que é bastante engajado e tem feito o veganismo e o vegetarianismo se desenvolverem no Brooklyn. Adams é quem fará o discurso de abertura do Black VegFest no Bronx.
Segundo Adewale, o objetivo do evento é levar para a comunidade uma iniciativa que, ao mesmo tempo em que transmita uma mensagem favorável aos animais, também promova o bem-estar pessoal, a autodeterminação e o estímulo ao desenvolvimento de negócios e de ações comunitárias. O evento pretende chamar atenção para a importância de quem vive a realidade da opressão também se engajar na luta pelos direitos animais.
Em recente entrevista à Mercy for Animals, Omowale Adewale disse que um dia se perguntou se realmente era necessário consumir produtos de origem animal ou participar de alguma atividade esportiva que envolva animais, e ele reconheceu que não. Foi o suficiente para que se tornasse vegano.
Sobre a criação do Black VegFest, Adewale justificou que a falta de amor e respeito por outras espécies, e o interesse em aproximar mais a comunidade negra do veganismo, o levou a idealizar um evento que pudesse ajudar a mudar essa realidade. “Eu sabia que o Black VegFest seria fundamental para ajudar muitos a descobrirem o seu próprio ativismo. A comunidade negra tem correspondido maravilhosamente, me levando a acreditar que eles concordam com os objetivos do veganismo”, enfatizou.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…