Hoje, Clarabelle vive no santuário Edgar’s Mission, em Lancefield, na Austrália. Mas nem sempre sua vida foi tranquila.
A vaca chegou ao santuário em fase de gestação e com alguns traumas. E, como não poderia ser diferente, quando deu à luz ao seu último bezerro, Clarabelle o escondeu sob uma porção de grama alta.
A história já havia se repetido várias vezes, quando era explorada como vaca leiteira. Ou seja, em um contexto em que quando um bezerro nasce logo alguém o afasta da mãe.
O motivo é quase sempre o mesmo – manter o animal vivo por muito tempo representa custos indesejáveis para a indústria leiteira.
Então a separação nos primeiros dias é comum. Afinal, a prioridade é destinar o leite para consumo humano.
Além disso, mais cedo ou mais tarde, o destino das vacas é o matadouro, principalmente quando a produção de leite está aquém das expectativas da indústria.
Como alguém que cresceu nesse contexto, e mais uma vez temendo que alguém levasse seu bezerro, a reação natural de Clarabelle foi protegê-lo, mesmo vivendo outra realidade em um santuário de animais.
Uma semana antes do nascimento de seu filho, Clarabelle começou a agir de forma estranha – muito ansiosa e cautelosa na hora de se alimentar.
Sempre que possível, mantinha distância de todos. Mas o medo, que se intensificou quando o bezerro foi encontrado, logo desapareceu. Eles não foram separados e pela primeira vez o nascimento de um de seus filhos foi celebrado.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…