Foto: Seab
No Paraná, pequenos produtores estão envolvidos na produção de plantas medicinais, condimentares e aromáticas em mais de seis mil hectares em pelo menos 154 cidades. No total, o segmento produz 18,6 mil toneladas por ano, o que gera uma receita de R$ 88,5 milhões.
Esses números são consequência da crescente busca por produtos naturais. “O mercado de cosméticos e corantes naturais é promissor e tem aumentado a demanda por plantas com princípios ativos de interesse”, informa a coordenadora estadual de plantas medicinais, aromáticas e condimentares do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (Iapar-Emater), Laís Gomes Adamuchio de Oliveira.
Ela explica que o plantio de plantas potenciais – medicinais, aromáticas e condimentares – é excelente opção para a agricultura familiar por garantir alta rentabilidade por área, chegando a ser até dez vezes mais lucrativo do que os grãos. Além disso, o cultivo demanda muita mão de obra, o que acaba gerando mais empregos.
De todas as plantas potenciais produzidas no Paraná, hoje o grande destaque é a camomila, com 1.853 hectares distribuídos em 14 municípios. O Paraná se sobressai também como exportador de ginseng brasileiro e óleo essencial de menta japonesa.
Laís explica que a secretaria está finalizando um grande mapeamento para indicar onde cada espécie de planta é cultivada no Estado. “Este levantamento facilitará, sobretudo, a comercialização dessas plantas.”
Para que as plantas tenham apelo comercial, ela destaca que a capacitação dos agricultores é fundamental. “É preciso cuidar desde o plantio, passando pela colheita, até o beneficiamento para que não percam os princípios ativos que são de interesse das empresas compradoras. Os mercados de fitoterápicos e de óleos essenciais exigem mais cuidado e, por isso, a importância da assistência técnica.”
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