Esta semana o deputado Bohn Gass (PT-RS) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto que prevê a proibição nacional de fogos de artifício que produzem ruídos sonoros e estampidos.
A justificativa do autor é de que os fogos prejudicam autistas e animais, e destaca que os caninos possuem a audição quatro vezes mais potente que os humanos. O texto do PL enfatiza que alguns cães incomodam-se muito com o barulho, mas outros podem desenvolver fobias e entrar em pânico, sendo comum fugas, atropelamentos, enforcamentos com suas próprias coleiras e correntes; além de jogarem-se em portas e janelas de vidro, convulsionarem e até terem ataques cardíacos por causa do pavor provocado pelo barulho dos fogos.
“Alguns animais mudam o seu comportamento após a queima de fogos, ficam ansiosos, trêmulos, escondem-se, arfam, choram, ladram, demonstrando todo o mal-estar em seu organismo. Os pássaros também sofrem com os barulhos, muitas vezes, vindo a morrer do coração. Por esses motivos, há uma tendência no uso de pirotecnia sem ruído e a proibição da fabricação, comercialização e venda dos fogos tradicionais”, argumenta.
Em relação aos autistas, Bohn Gass diz que os fogos podem variar de um pequeno incômodo para uma ocorrência dolorosa e assustadora e cita que muitas crianças com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) têm dificuldade em regular a informação sensorial do ambiente que as cerca, apresentando dificuldade em interpretar informações sensoriais que seu cérebro recebe.
“Isso deixa muitos pais perdidos sobre o que fazer a respeito para ajudar seu filho a viver em um mundo barulhento, sem ansiedade e medo. As crianças com autismo e audição supersensível a ruídos passam por experiência de reações intensificadas a pressões súbitas, estalos ou estouros, especialmente com os fogos de artifício”, enfatiza. O Projeto de Lei 4325/2019 também cita o impacto dos fogos barulhentos para pessoas internadas em hospitais e idosos.
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