Nesta sexta-feira (4) é celebrado o Dia Mundial dos Animais, que promove não apenas homenagens aos animais, mas também reflexões sobre a forma como tratamos esses seres sencientes não humanos.
Um dos sites mais populares sobre o assunto é o britânico World Animal Day, que permite que pessoas do mundo todo cadastrem eventos que serão realizados hoje.
“A vida dos animais é profundamente afetada pelas ações de indivíduos, empresas e nações. Portanto, é essencial que, como seres sencientes, seu status legítimo como destinatários da justiça social seja estabelecido e traduzido em proteção animal eficaz”, defende o WAD e acrescenta que é uma data para pensarmos em todos os animais, independente de espécie.
“Por meio de maior conscientização e educação, podemos ajudar a desenvolver uma cultura compassiva que alimente a reforma legal e o progresso social para tornar este mundo um lugar mais justo para todos os seres vivos. Um mundo em que os animais são reconhecidos como seres sencientes que têm o seu bem-estar respeitado”, enfatiza.
Criada em 1931, a data comemorativa surgiu em uma convenção de ecologistas em Florença, na Itália, com a finalidade de chamar atenção para as espécies de animais ameaçadas de extinção.
Hoje, principalmente entre veganos e ativistas dos direitos animais, a data lembra com maior destaque a situação dos animais reduzidos a alimentos e outros produtos, além de entretenimento, cobaias e meio de transporte. Só de animais terrestres criados para consumo há uma estimativa de que são mortos mais de 70 bilhões por ano, segundo informações do Faunalytics.
Para o filósofo alemão Arthur Schopenahauer, animais não são meros meios para quaisquer fins. Ao pensarmos que sim, somos coniventes com a violência contra outras espécies e incentivamos a exploração animal em todas as esferas, sendo permissivos inclusive com formas inimagináveis de privação e crueldade. E esse tipo de conduta em detrimento de outros seres vivos sencientes leva a um questionamento a respeito da nossa própria moralidade que não contempla ninguém além de nós mesmos.
“É uma vergonha essa moralidade digna de párias […], chandalas, mlechchas e que não reconhece a essência eterna que existe em cada coisa viva, e brilha com significado inescrutável em todos os olhos que veem o sol”, escreveu Schopenhauer na página 173 do livro “O Fundamento da Moral”, publicado em 1840.
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