Esportes

Djokovic: “Atribuo grande parte do meu sucesso à minha dieta”

Em 2016, o tenista sérvio inaugurou o restaurante vegano Eqvita em Monte Carlo, no Principado de Mônaco (Foto: Divulgação)

O tenista sérvio Novak Djokovic, atual segundo melhor do mundo, foi questionado recentemente sobre o motivo pelo qual decidiu participar em 2019 da produção do documentário “The Game Changers”, que no Brasil foi lançado pela Netflix com o título “Dieta de Gladiadores”.

Segundo o tabloide britânico The Sun, ele explicou que foi uma oportunidade de se juntar a um impressionante grupo ligado ao esporte, à indústria cinematográfica e outras áreas da vida em que essas pessoas se tornaram bem-sucedidas e prosperaram em uma dieta à base de plantas.

“São saudáveis, felizes e bem-sucedidos no que fazem. É disso que se trata”, destacou e acrescentou que como atleta uma dieta à base de plantas representa hoje em sua vida o combustível que determina o seu desempenho nos jogos.

“Atribuo grande parte do meu sucesso profissional à minha dieta”, garantiu. Em setembro de 2019, Djokovic, que já foi cinco vezes campeão do Torneio de Wimbledon, declarou em entrevista ao canal da revista norte-americana Wired no YouTube que adotar uma dieta à base de plantas é o melhor caminho.

“É a evolução de toda a minha nutrição nos últimos dez anos.” Djokovic revelou que se sente mais saudável, com mais energia, dorme melhor, se recupera melhor e consegue se concentrar mais nas quadras, além de correr mais rápido.

Ele também destacou que evita consumir produtos de origem animal por questão de sustentabilidade, por causa do planeta. “Acho que [adotar uma dieta] plantbased é o [melhor] caminho.”

O atleta tem sido apontado como responsável pelo crescimento do número de restaurantes veganos em Belgrado e em outras regiões da Sérvia. Vale lembrar também que em 2016 ele inaugurou o restaurante vegano Eqvita em Monte Carlo, no Principado de Mônaco.

“É sobre como essa dieta [com alimentos de origem animal] afeta o mundo, não apenas a saúde, mas também a sustentabilidade, a ecologia, os animais. É com isso que me importo, por isso tenho o privilégio de fazer parte desse time”, justificou.

A declaração acima foi feita em relação à sua participação na produção do documentário “The Game Changers”, que surgiu com a missão de mostrar que grandes atletas conquistam grandes resultados sem consumir alimentos de origem animal.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

4 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago