Documentário discute mitos e equívocos sobre o veganismo

Um documentário que será lançado em 26 de dezembro discute mitos e equívocos sobre o veganismo. Dirigido pelos irmãos Thomas e James Pickering, “I Could Never Go Vegan”, além de apresentar atletas veganas como a medalhista olímpica Dotsie Bausch e a campeã de powerlifting Sophia Ellis, também conta com a participação de profissionais que analisam por que há pessoas que tornam-se veganas e outras não. Por que ainda há tantas pessoas que se recusam a parar de consumir produtos de origem animal?

Para abordar o tema, os irmãos Pickering trazem o jornalista George Monbiot, a psicóloga Melanie Joy, autora de “Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas”; e a médica veterinária e ativista dos direitos animais Alice Brough.

Além disso, o filme conta com a participação de cientistas e especialistas em saúde que estudam as dietas à base de vegetais, como Shireen Kassam, Alan Desmond e Gemma Newman. Há também entrevistas com funcionários de matadouros, produtores rurais e profissionais da indústria de alimentos.

“Produzimos ‘I Could Never Go Vegan’ para abordar temas comuns, mitos e equívocos sobre o veganismo, de uma maneira que atrairá o interesse até mesmo dos maiores consumidores de carne”, diz James Pickering.

“O documentário é uma visão reveladora das principais barreiras que impedem as pessoas de reduzir a ingestão de produtos de origem animal e o que acontecerá se continuarmos a comer carne no ritmo atual de consumo. É um filme para quem já é vegano, flexitariano o u acha que nunca deixará de comer carne.”

Já Thomas Pickering diz que hoje há um esforço em apresentar argumentos contra o veganismo. “Determinadas razões começaram a aparecer com mais frequência.” Ele cita que há pessoas que falam que não podem ficar sem queijo ou bacon. Ou alegam que têm caninos ou que a comida vegana é ruim. Ou que não ajuda o planeta ou que existe “abate humanitário”.

“Isso me levou a descobrir por que tantas pessoas tinham visões opostas ao movimento e por que esses argumentos existem em primeiro lugar. No filme, perguntamos se há alguma justificativa para eles ou há algo mais em jogo aqui?”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago