Notícias

Empresa de Franca (SP) comercializa peles e acessórios à base de couro de animais silvestres

Entre as opções oferecidas estão “pele de raposa com rabo natural”, que atualmente está fora de estoque, e “pele de nútria” (Imagens: Getty/Taia Exotic Leather)

Sediada em Franca (SP), a Taia Exotic Leather é uma empresa que comercializa peles, acessórios e outros produtos à base de couro de animais silvestres.

Entre as opções oferecidas estão “pele de raposa com rabo natural”, que atualmente está fora de estoque, e “pele de nútria”, além de chaveiros, porta-objetos, carteiras, cintos e bolsas criados a partir do couro de animais como jacaré, arraia, lagarto, python e avestruz.

Segundo a empresa, a missão desde 2007 é oferecer aos clientes produtos únicos. “O couro exótico é especial, um couro nobre e de alta qualidade. Nada mais exclusivo do que um scarpin de python, ou mais resistente e confortável do que uma bota de avestruz”, destaca.

A Taia informa que seus produtos são “provenientes de atividades legais”, e contam com certificação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura.

Sobre a obtenção do couro de Python, a marca enfatiza: “Pode ser cortado pelo dorso (back cut), apresentando as grandes escamas na região central da pele. Ou cortado pelo ventre (front cut), dando ênfase ao desenho natural do animal (diamante).”

Já em relação ao jacaré, a Taia aponta que o couro do jacaré do Pantanal é comercializado mundialmente pela largura abdominal do animal. “Ele pode ser cortado pelo dorso (belly), preservando o desenho da barriga, a parte mais macia do couro. Ou cortado pelo ventre (horn back), preservando a textura do dorso e a crista da cauda”, acrescenta.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Visualizar comentários

  • Quanta maldade escondida no vestuario de hipócritas que se fantasiam de seres idôneos e na realidade se vestem de cadáveres assassinados por encomenda. Se esses vivessem o fruto que plantam já estariam todos mortos.

  • Que empresa imoral!!!
    Só mesmo a elite decadente tupiniquim para sustentar estes absurdos, enquanto aqui, na Europa, até a futilidade evolui!

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago