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Empresa gaúcha vende pele de nútria criada em cativeiro

Conhecido no Brasil como ratão-do-banhado, Nútria é um animal pacato e solitário (Fotos: Schmechel do Brasil/Getty)

Quando se fala em “peles exóticas”, no Brasil é comum as pessoas associarem sempre com a possibilidade de ser um produto trazido de fora do país. No entanto o Brasil também conta com curtumes que manipulam peles de animais que talvez muitas pessoas tenham visto somente na natureza.

Um exemplo é a empresa Schmechel do Brasil, sediada no Rio Grande do Sul, que se orgulha de “curtir peles nunca imaginadas, como o pé de galinha, o estômago do boi, entre outras peles”, que dependem do abate de animais – sejam eles criados com essa finalidade ou não.

O curtume gaúcho faz questão de destacar que “busca estar em contato com as novas tendências recriando suas peles como obras de arte”. A Schmechel, conforme informações disponibilizadas em seu próprio site, comercializa também pele de nútria criada em cativeiro e de rãs e coelhos.

“São processadas respeitando o meio ambiente e fazendo uso de matéria-prima elogiável por não devastar a fauna animal, advém de anos de pesquisa a fim de proporcionar sua utilização em produtos nobres, exclusivos e de alta qualidade”, defende e acrescenta que seus produtos são certificados pelo Ibama e Ministério da Agricultura.

Conhecido no Brasil como ratão-do-banhado, Nútria é um animal pacato e solitário que na natureza chega a viver por até 15 anos e tem preferência por rios, lagoas e banhados. Se alimenta principalmente de plantas aquáticas, raízes, capim, folhas, grãos e também é conhecido por liberar uma substância lipídica que ele utiliza para passar pelo corpo, atraindo atenção para o brilho do próprio pelo.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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