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Família resgata porco de um matadouro e agora corre o risco de perder a própria casa

Tivemos que convencê-lo a nos deixar acariciá-lo” (Foto: Georgie Williams)

Uma família que resgatou um porco de um matadouro em Crowborough, na Inglaterra, tem um prazo de duas semanas para se desfazer do animal. Do contrário, pode perder a casa subsidiada onde vive. O risco surgiu após denúncia de um vizinho.

Em edição de hoje do jornal britânico Metro, Georgie Williams, uma ativista dos direitos animais, disse que encontrou Arlo em um lastimável chiqueiro onde porcos são vendidos como carne ou animais de estimação.

Ciente de que ele poderia ser abatido em breve, assim como tantos outros, Georgie preferiu pagar para garantir que o animal pudesse viver. Mas não imaginava que seria denunciada por dar um lar a um porco que já apresentava diversos traumas:

“Quando chegamos com Arlo em casa, não consegui me aproximar dele porque ele estava petrificado. Apenas olhava para a parede e, se você se aproximasse, ele fugia, gritava ou recuava como se estivesse se protegendo de ser agredido. Tivemos que convencê-lo a nos deixar acariciá-lo”, relatou Georgie ao Metro.

Mas a situação mudou, e hoje Arlo já se entrega a abraços e se sente confortável em dividir uma cama – pelo menos com a família de Georgie. “Passou por tantos traumas e ainda não está pronto para um santuário. Ele não é emocionalmente estável ainda, e vai gritar se você andar atrás dele”, alertou.

No dia do resgate de Arlo, Georgie Williams disse que no chiqueiro os animais eram levantados pelas patas traseiras e jogados de volta às gaiolas, e estavam todos muito assustados. Depois de comprá-lo, ela conseguiu uma licença para que pudesse levá-lo para a sua casa em Crowborough. No entanto, no conselho residencial onde vivem, não são permitidos animais como suínos.

Arlo já se acostumou com os cães que vivem na casa, e inclusive tenta imitar seus latidos.  “Ele se tornou tão confortável e confiante. Ele acabou de descobrir como escavar e adora jogar futebol “, frisa Georgie que espera encontrar uma solução antes do fim do prazo de 14 dias.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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