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Festival de Carne de Cachorro começa na terça na Coreia do Sul

Ativista Michelle Brown testemunhou centenas de cães enviados matadouro a dentro (Foto: Reprodução)

No mês passado, a China sediou o Festival de Yulin, onde milhares de cães, além de gatos, foram mortos para consumo. Dessa vez é a Coreia do Sul quem realiza a partir de terça-feira o BokNal, Festival de Carne de Cachorro com duração de três dias. Não tão conhecido como o festival chinês, o evento realizado em Seongnam, na província de Gyeonggi-do, que tem uma população de mais de um milhão de habitantes, também surpreende pela quantidade de animais mortos para consumo, inclusive aos olhos do público.

A ativista Michelle Brown, fundadora da organização australiana Fight Dog Meat, conta que quando esteve em Seongnam testemunhou o festival que já teve o Moran Market, onde 80 mil cães eram mortos por ano, como principal matadouro de cães e gatos na Coreia do Sul. “O dia estava muito movimentado, com cerca de mil pessoas, principalmente homens, empanturrando-se de pratos de carne de cachorro sob enormes barracas de camping montadas em um grande estacionamento. Muitas crianças também foram levadas. Era um dia em família com uma atmosfera de festa, cheia de diversão e risos, que abafavam os gritos dos cachorros sendo massacrados sem parar durante o dia todo”, narra.

Michelle ficou chocada quando um homem deixou cair um saco diante de seus pés. Havia um cão vivo lá dentro, e o sujeito nem hesitou em matá-lo ali mesmo. A ativista teve de se esforçar para não vomitar no local. “Era imperativo que eu mantivesse meu disfarce, senão sofreria algum tipo de violência”, justifica e acrescenta que, além de contabilizar centenas de cães e gatos “disponíveis” para abate imediato, também viu cães agonizando dentro de porta-malas, e muitos eram transportados livremente matadouro adentro.

Infelizmente, como bem observado por ativistas dos direitos animais, esse também é o destino de bois, vacas, porcos, frangos, galinhas, entre outros animais, que a maioria das pessoas consome sem considerar o processo de “produção”. A Fight Dog Meat e a organização Last Chance for Animals estão realizando campanhas e marchas na Austrália, Estados Unidos e Coreia do Sul contra a realização do festival.

Você pode colaborar assinando e compartilhando os seguintes abaixo-assinados e petições:

thepetitionsite.com/pt-br/873/861/488/south-korea-stop-dog-meat-abuse

change.org/p/seoul-korea-enforce-ban-on-despicable-dog-meat-trade-close-down-dog-slaughterhouses-gyeongdong-market

change.org/p/amend-the-constitution-for-the-betterment-of-all-animals-end-the-dog-meat-trade-in-south-korea?signed=true

 

 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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