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Fogo que destruiu Refúgio das Araras deixa aves sem alimentos

Entorno que abrigava árvores de onde muitas aves retiravam alimentos foi bastante afetado (Fotos: Instituto Arara Azul/Chico Ribeiro)

De acordo com o mais recente levantamento do Instituto Arara Azul, o fogo que vem devastando as áreas de vegetação nativa no Pantanal destruiu 92% do Refúgio das Araras, um importante santuário de araras-azuis que soma quase 25 mil hectares em Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

Felizmente, segundo o instituto, ainda há grande presença das aves na localidade, mesmo após o fogo, embora os esforços agora sejam voltados a medidas que possam garantir a sobrevivência da espécie, que costuma utilizar como dormitório uma área perto da sede com boa quantidade de palmeiras bocaiúvas.

O local que costuma abrigar até mil araras-azuis não foi afetado, o que levou alento para biólogos e ornitólogos que acompanham a realidade local. Por outro lado, o entorno que abrigava árvores de onde muitas aves retiravam alimentos foi bastante afetado.

Em consequência, o maior problema hoje é que para palmeiras como acuri e boicaiúvas produzirem novos cachos é necessário pelo menos um ano. Por isso a entidade está tendo de improvisar.

Apesar disso, além da sobrevivência das araras, outro momento de alegria para o instituto durante a expedição de avaliação de impacto foi encontrar uma ema macho com 16 filhotes com cinco dias de idade. “A gente não esperava mais ver essa cena”, admitiu a presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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