O portal de notícias Food Navigator, um dos mais respeitados dos Estados Unidos quando o assunto é a indústria alimentícia, publicou no final de semana, usando como referência pesquisas do Conselho de Desenvolvimento Agrícola e Hortícola do Reino Unido e do global Kerry Group, que o veganismo não é uma moda, e que veio para ficar, mesmo que o número de veganos ainda seja pequeno se comparado ao número de consumidores de produtos de origem animal.
O Food Navigator destacou que a quantidade de veganos hoje em dia já é o suficiente para gerar preocupação para a indústria de alimentos de origem animal, principalmente de carnes e laticínios. Além disso, veganos têm a seu favor as mídias sociais, que têm atraído boa visibilidade para a filosofia de vida vegana, seja por meio de informações, conscientização, divulgação de produtos e eventos, dicas, receitas, etc.
A crescente oferta de opções do mercado de produtos para veganos também é um fator determinante de que o veganismo não é uma moda, mesmo que haja algum tipo de volatilidade por parte de pessoas que por ventura o encarem como uma tendência ou vivam essa realidade em um estado de transitoriedade. Investimentos de curto, médio e longo prazo estão sendo feitos, e tanto por parte de jovens empresas, como startups com dois a cinco anos de mercado, quanto de empresas com 80, 90, 100 anos de história.
Isso mostra que o interesse da indústria em atender os anseios dos veganos é recente, porém crescente, mesmo que ainda representados por uma minoria, é reflexo de uma significativa mudança orgânica e global associada a maior aceitação da abstenção ou redução do consumo de alimentos de origem animal sob uma perspectiva mercadológica e conscienciosa.
Prova disso é o aumento de empresas comprometidas com a redução de impacto na vida dos animais e no meio ambiente, mesmo que ainda não seja na proporção tão sonhada pelos veganos. Ainda assim, o veganismo tem contribuído para uma autoavaliação ou revisão de conduta de mercado em relação à sustentabilidade, e essa sustentabilidade perpassa por questões que envolvem mais respeito à vida – mesmo que não seja uma regra e, claro, não abarque ainda tantas empresas. De qualquer modo, é uma prova de que a mudança está acontecendo em vários níveis.
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