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Francesa é multada por adotar porco e matá-lo para consumo

O tribunal ainda foi informado de que parte da carne seria destinada à venda (Foto: Daniel Acker/Reuters)

Uma mulher de 40 anos, de Vannes, na França, foi condenada a pagar 500 euros por adotar um porco resgatado do matadouro e matá-lo para consumo.

A francesa assinou um contrato de adoção do animal resgatado pela organização de direitos animais Le Paradis, assumindo a responsabilidade de zelar pela vida do suíno, segundo edição da semana passada do jornal francês Le Télégramme.

No entanto, o animal que se chamava Babe foi reduzido a 110 quilos de carne empilhada em caixas na casa da ré. O tribunal ainda foi informado de que parte da carne seria destinada à venda.

A mulher alegou que o “animal era grande demais, comia muito e havia escapado várias vezes de sua ‘gaiola’”, o que significa que o animal era mantido em um espaço similar ao de uma fazenda industrial enquanto estava vivo.

Em sua defesa, ela disse também que havia confiado o animal ao ex-marido que chamou um açougueiro para matá-lo com tiros de espingarda.

Porém, o homem desmentiu a versão dizendo que desde que o porco chegou em casa ela já tinha a intenção de matá-lo para consumo.

Também alegou que a mulher nunca mencionou a existência de um contrato de adoção que a condicionava a zelar pela vida do animal.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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