Notícias

Haddad promete ampliar a contribuição do Brasil na luta contra o aquecimento global

Segundo o candidato, vai ser realizada uma reforma fiscal verde, que progressivamente aumenta o custo da poluição e premia investimentos e inovação de baixo carbono (Foto: Divulgação/PT)

Em 2016, representantes de 175 países assumiram a responsabilidade de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. O tratado que recebeu o nome de “Acordo de Paris” também foi adotado pelo Brasil. Hoje, dois anos após a assinatura do acordo que estabelece metas a serem cumpridas, o candidato à presidência Fernando Haddad (PT) informa que já está comprometido com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e promete ampliar a contribuição do Brasil na luta contra o aquecimento global.

“Também vamos criar um Fundo de Adaptação dos países da América Latina e do Caribe para apoiar países da região no enfrentamento de desastres climáticos, além de fortalecer a cooperação Sul-Sul em mitigação e adaptação, buscando integrar mercados, para gerar demanda e escala suficientes para impulsionar os novos mercados de bens e serviços sustentáveis”, informa.

Fernando Haddad também está se comprometendo em exigir que as nações mais desenvolvidas cumpram com seus compromissos de facilitar e de garantir a transferência de tecnologias de baixo carbono, além de capacitação e acesso a financiamento de baixo custo desse tipo de tecnologia em países em desenvolvimento.

Segundo o candidato, para mobilizar ainda mais recursos, vai ser realizada uma reforma fiscal verde, que progressivamente aumenta o custo da poluição e premia investimentos e inovação de baixo carbono. A reforma inclui a desoneração de tributos sobre investimentos verdes, como isenção de IPI, dedução de tributos embutidos em bens de capital e recuperação imediata de ICMS e PIS/COFINS, reduzindo o custo tributário do investimento verde em 46,5%.

“Sem elevar a carga tributária, a reforma também criará um tributo sobre carbono, que já foi adotado em vários países para aumentar o custo das emissões de gases de efeito estufa. Orientado pelo princípio da neutralidade tributária, a receita será utilizada para reduzir tributos distorcivos e regressivos”, garante Haddad.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

4 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago