O Ibama, com apoio da Polícia Federal (PF) e dos Correios, apreendeu na semana passada em Curitiba (PR) remessa postal com 89 aranhas originárias de diversas regiões do mundo.
Entre os animais há espécies raras, inclusive aracnídeos de origem colombiana ainda não descritos pela ciência. A encomenda partiu da Alemanha, sem autorização da autoridade ambiental do país, com destino a Belo Horizonte (MG).
Ao identificar a carga viva durante inspeção de rotina com aparelhos de raio-x, os Correios acionaram a PF e o Ibama.
Análise realizada por agentes ambientais, policiais federais e pesquisadores do Laboratório de Aracnologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu que as aranhas pertencem a 28 espécies, originárias dos continentes asiático, africano e americano.
A maioria dos animais está em estágio inicial de vida e todos pertencem ao grupo das aranhas caranguejeiras, de grande porte.
Das 89 aranhas apreendidas, 28 foram encontradas mortas. O deslocamento ocorreu em embalagens pequenas, sem alimentação ou umidade adequada. As sobreviventes foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Minas Gerais.
Multas
A introdução de espécimes fora de sua área de ocorrência natural é proibida pela legislação ambiental e resulta em multa de R$ 2 mil com acréscimo de R$ 200 por animal não ameaçado e R$ 5 mil para cada indivíduo ameaçado de extinção. A multa por maus-tratos pode variar de R$ 500 a R$ 3 mil por animal.
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