Ontem (3), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que resgatou 57 animais que seriam comercializados em uma loja de aquarismo em Ceilândia (DF).
No local, os agentes, em parceria com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), encontraram 40 axolotes, espécie de salamandra típica do México; 13 arraias-pintadas sem comprovação de origem; 2 bicudas, com comercialização proibida no Brasil; e 2 peixes-vidro que receberam injeções de tinta fluorescente, evidenciando maus-tratos.
Segundo o Ibama, os agentes chegaram ao local por meio de denúncia anônima, e descobriram que a loja e o proprietário não possuíam inscrição no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), nem no Cadastro Técnico Federal (CTF), obrigatórios para quem atua no ramo de aquarismo.
O proprietário do estabelecimento foi autuado em R$ 23,8 mil e os animais foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama no Distrito Federal, que foi preparado para recebê-los.
Após seis dias em reabilitação, as arraias foram devolvidas à natureza em área de ocorrência natural da espécie e os axolotes acabaram entregues ao Jardim Zoológico de Brasília.
O Ibama lembra que a captura e o comércio irregular de peixes ornamentais provocam prejuízos aos ecossistemas e colocam muitas espécies em ameaça de extinção. O tráfico desses animais está frequentemente associado a crimes financeiros e tributários.
Os axolotes são anfíbios protegidos pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) em razão da pressão causada pela captura e comércio irregulares.
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