Este ano, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade já soltou mais de 27 mil filhotes de tartarugas-da-amazônia, de 552 ninhos, no Rio Trombetas, no Pará. A área se situa entre a Reserva Biológica de Trombetas e a Floresta Nacional de Saracá-Taquera, unidades administradas pelo ICMBio.
Só no último sábado, foram soltos mais de cinco mil filhotes. A área de soltura é considerada segura porque faz parte de uma unidade de conservação federal que desde 1981 visa afastar as tartarugas-da-amazônia da extinção. Estima-se que cinco milhões de filhotes já foram soltos na natureza por meio desse trabalho que hoje é conhecido como Projeto Quelônios do Rio Trombetas.
“Procuramos espaçar a soltura dos filhotes para não proporcionar um ‘banquete’ aos predadores e assim aumentar as chances de sobrevivência desta espécie”, explica a coordenadora do Projeto Quelônios do Rio Trombetas e analista ambiental do ICMBio, Carolina Moura.
As tartarugas-da-amazônia, que chegam a ter um metro de comprimento e a pesar 50 quilos depois de adultas, décadas atrás passaram a ser perseguidas e consumidas, inclusive consideradas uma “iguaria” em restaurantes de “alto padrão” – o que também justifica a necessidade das unidades de conservação e do monitoramento regular.
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