Esta semana um incêndio atingiu a reserva ambiental que integra o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O fogo começou na terça-feira, mas o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Ambiental precisaram de 30 horas para combater as chamas.
Ainda não se sabe a causa do incêndio que começou às margens da BR-376 e afetou uma área de 100 hectares, que equivale a 140 campos de futebol, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A situação só não se agravou mais porque um rio separa a reserva do parque, impedindo que o fogo chegasse aos arenitos.
Em um comunicado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável pela administração do parque, explicou que não há como ignorar que um incêndio de grandes proporções afeta a vida selvagem dos animais que vivem na área.
A reserva ambiental do parque é o lar de animais como lobo-guará, bugio-ruivo, tamanduá-bandeira, jaguatirica, quati, gato-do-mato, cachorro-do-mato, irara, furão, cateto, veado e tatu, além de aves como pica-pau, águia-cinzenta, papagaio-de-peito-roxo, galito, caminheiro-grande e noivinha-de-rabo-preto.
Fundado em 1953, o Parque Estadual de Vila Velha, que soma mais de três mil hectares, é conhecido por suas imensas formações de arenito que parecem esculturas. O parque, que conta com trilhas e oferece passeios com guia, foi elevado a Patrimônio Histórico e Artístico Estadual em 1966.
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