O Irã, por meio do vice-diretor do Departamento de Meio Ambiente, Hamid Zahrabi, atraiu atenção esta semana ao dizer que o governo é contra a crueldade animal em circos e parques aquáticos que utilizam animais, principalmente golfinhos.
“Acreditamos que centros recreativos podem ser construídos sem subjugar animais. Portanto, não concordamos com o desenvolvimento de parques aquáticos com golfinhos, e emitimos uma instrução para impedir o desenvolvimento desses centros”, afirmou Zahrabi.
A polêmica surgiu porque recentemente um parque aquático foi inaugurado em Ahvaz, no sudoeste do Irã, onde a principal atração são os golfinhos. Além disso, segundo o portal de notícias Iran Front Page, os proprietários querem incluir leões-marinhos, focas e pinguins entre as atrações.
O vice-diretor do Departamento de Meio Ambiente declarou que o governo não vai permitir o desenvolvimento desse tipo de entretenimento no país, e destacou que de 2009 a 2018, parques aquáticos com golfinhos foram fechados em dez países em decorrência do sofrimento imposto aos animais e das condições em que viviam.
“O treinamento de animais nesses locais não é aceitável e, de acordo com numerosos decretos religiosos [fatwas], tal exploração de animais não é permissível, e em alguns casos é Haram [proibido]”, observou Hamid Zahrabi.
O representante do governo disse ainda que mesmo os animais criados em cativeiro são treinados sob pressão para fazer coisas antinaturais.
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…
Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…
O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…
A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…
Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…
Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…