Depois do lobby para inviabilizar na última terça-feira a aprovação do projeto de criação de um Santuário para baleias, países como Japão, Islândia e Noruega estão pressionando outras nações que participam do Encontro Anual da Comissão Baleeira Internacional, em Florianópolis, para votarem a favor da caça comercial de baleias, proibida há 32 anos por meio de uma moratória.
Desde o início do encontro, Japão, Islândia e Noruega deixaram claro que estão em Florianópolis para defender interesses econômicos, desconsiderando questões como conservação da vida marinha e preservação da biodiversidade. Inclusive ativistas estão qualificando os três países como “inimigos das baleias”.
Apontados por entidades como a Sea Shepherd, de conservação da vida marinha, como três grandes ameaças que estão aproximando as baleias da extinção, Japão, Islândia e Noruega comemoraram quando a proposta brasileira de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul foi rejeitada porque não obteve 75% dos votos favoráveis.
Segundo o ministro do meio ambiente, Edson Duarte, as nações baleeiras impediram a viabilização de um projeto que começou a ser idealizado há duas décadas, visando proteger cetáceos ameaçados de extinção. “Infelizmente a pressão, o lobby, sobretudo os menores países, não compreendem o quanto é importante criarmos um santuário. O Brasil vai continuar nessa luta, vai continuar propondo, e vamos trabalhar em outras reuniões desta comissão, no próximo ano, para que o santuário seja enfim criado”, garantiu Duarte.
Durante o encontro, o Brasil tem recebido suporte principalmente da Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão, que também são a favor da criação do santuário de baleias. Embora tudo indique que dificilmente a moratória contra a caça comercial de baleias seja derrubada, já que a maioria dos países participantes já manifestou oposição à caça comercial, as nações que são a favor da exploração baleeira conseguiram aprovar a caça não comercial de mil baleias, sob a alegação de que será voltada “à subsistência de populações nativas” que vivem na Rússia, Estados Unidos, Groenlândia e São Vicente e Granadinas.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…