Ontem, uma decisão histórica da justiça australiana colocou fim ao abate de tubarões na Grande Barreira de Corais. Desde a década de 1960, tubarões eram executados na região sob a alegação de que a prática era necessária para reduzir os riscos de ataques.
Agora isso não é mais permitido. Antes da decisão, quase 200 grandes linhas de pesca eram usadas só no estado de Queensland para matar os tubarões, que acabavam presos e então morriam asfixiados. Segundo informações da organização Humane Society International (HSI), a justiça australiana entendeu que matar o peixe predador não reduz o risco de interações não provocadas por tubarões.
“A partir das evidências apresentadas neste processo está claro que o programa letal de controle de tubarões de Queensland está fora de sintonia com os desenvolvimentos nacionais e internacionais”, justificou o tribunal australiano. Um dos membros da HSI, o militante naval Lawrence Chlebeck, conta que desde os anos 1960 os tubarões eram mortos a tiros na Grande Barreira de Corais.
“Isso acabou. É uma grande vitória para os tubarões e animais silvestres marinhos”, avaliou o ativista. Agora, em caso de necessidade, eles não podem mais ser mortos, mas apenas remanejados. O julgamento prevê que a tecnologia não letal é o caminho para o controle de tubarões na Grande Barreira de Corais.
“Como resultado desse julgamento, que reconhece que matar tubarões não tem impacto sobre a segurança dos banhistas, a HSI conclama o governo de Queensland a atualizar seu programa de gestão de tubarões ao longo de toda a costa”, pontua Lawrence Chlebeck.
Vale lembrar que desde 2016 mais de 500 tubarões foram mortos na Grande Barreira de Corais, o que resultou em declínio da população de tubarões-tigre.
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