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Justiça proíbe abate de tubarões na Grande Barreira de Corais australiana

Vale lembrar que desde 2016, mais de 500 tubarões foram mortos na Grande Barreira de Corais

Ontem, uma decisão histórica da justiça australiana colocou fim ao abate de tubarões na Grande Barreira de Corais. Desde a década de 1960, tubarões eram executados na região sob a alegação de que a prática era necessária para reduzir os riscos de ataques.

Agora isso não é mais permitido. Antes da decisão, quase 200 grandes linhas de pesca eram usadas só no estado de Queensland para matar os tubarões, que acabavam presos e então morriam asfixiados. Segundo informações da organização Humane Society International (HSI), a justiça australiana entendeu que matar o peixe predador não reduz o risco de interações não provocadas por tubarões.

“A partir das evidências apresentadas neste processo está claro que o programa letal de controle de tubarões de Queensland está fora de sintonia com os desenvolvimentos nacionais e internacionais”, justificou o tribunal australiano. Um dos membros da HSI, o militante naval Lawrence Chlebeck, conta que desde os anos 1960 os tubarões eram mortos a tiros na Grande Barreira de Corais.

“Isso acabou. É uma grande vitória para os tubarões e animais silvestres marinhos”, avaliou o ativista. Agora, em caso de necessidade, eles não podem mais ser mortos, mas apenas remanejados. O julgamento prevê que a tecnologia não letal é o caminho para o controle de tubarões na Grande Barreira de Corais.

“Como resultado desse julgamento, que reconhece que matar tubarões não tem impacto sobre a segurança dos banhistas, a HSI conclama o governo de Queensland a atualizar seu programa de gestão de tubarões ao longo de toda a costa”, pontua Lawrence Chlebeck.

Vale lembrar que desde 2016 mais de 500 tubarões foram mortos na Grande Barreira de Corais, o que resultou em declínio da população de tubarões-tigre.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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