De acordo com o jornal islandês Visir, a temporada de caça às baleias na Islândia em 2019 não saiu como os baleeiros esperavam. E como resultado, muitas vidas de mamíferos marinhos poderão ser poupadas no país.
O que aconteceu é que as licenças para a caças às baleias são renovadas anualmente e em 2019 elas foram liberadas tarde demais, o que impede que haja tempo hábil para os baleeiros prepararem suas embarcações.
Ao Visir, o capitão do Hval 9, Ólafur Ólafsson, disse que os navios baleeiros ficarão no cais para serem utilizados na próxima temporada. Apenas uma embarcação, o Hrafnreyður, conseguiu a licença e estará pronto para perseguir baleias-anãs (baleias-de-minke) este ano. Já as baleias-comuns estão livres da caça, pelo menos por enquanto.
Embora para quem defende os direitos animais o ideal seria que nenhum navio chegasse à estação baleeira em Hvalfjörður, ainda assim isso significa que os baleeiros islandeses não serão capazes de matar 146 baleias como fizeram no ano passado – quando precisaram de vários navios e 150 pessoas atuando na caça em Hval Hf.
Em fevereiro deste ano, o Ministério da Pesca da Islândia anunciou que os baleeiros estão autorizados a caçarem 2080 baleias nos próximos cinco anos, mesmo com a queda no consumo global de carne de baleia e a redução de apoio político. Isso permite que os islandeses matem 209 baleias-comuns e 217 baleias-anãs por ano até 2023. No entanto, pelo menos por enquanto muitas baleias estão seguras com a chegada tardia das licenças.
Segundo o ministro da Pesca, Kristjan Thor Juliusson, esses números são sustentáveis e baseados em pesquisas científicas. Por outro lado, o anúncio não inspirou muita confiança, considerando que no último verão a Islândia autorizou até a morte de baleias grávidas.
Embora a justificativa para a caça seja econômica, uma pesquisa da Universidade da Islândia aponta que o turismo de observação de baleias trouxe o equivalente a 3,2 bilhões de coroas (98,2 milhões de reais) contra 1,7 bilhão da caça às baleias.
Vale lembrar que no ano passado, durante o Encontro Anual da Comissão Baleeira Internacional em Florianópolis, países como Islândia, Japão e Noruega fizeram oposição à manutenção da moratória de proibição da caça baleeira. O Japão anunciou a sua saída da comissão no final de 2018.
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