Um castramóvel parado no pátio da Prefeitura de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), já deixou de esterilizar quase seis mil animais de março de 2020 para cá.
O cálculo foi feito pela ONG Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza de Caeté (SGPAN) que informou à Vegazeta que em dezembro de 2019 a Prefeitura de Caeté assinou um termo de compromisso em que assumiu a responsabilidade de castrar 186 cães e 93 gatos por mês – totalizando 279 animais.
As esterilizações deveriam ter início em março, mas isso não ocorreu. “São 5.859 cães e gatos que deixaram de ser castrados em Caeté”, informa a entidade, acrescentando que a informação consta na página 5 do documento.
À época, o município recebeu R$ 1,7 milhão em recursos federais por meio do deputado Fred Costa (Patriota) para cumprimento de leis e acordos em benefício dos animais. O Ministério Público também acompanhou a assinatura do acordo. “Já são 21 meses sem o castramóvel em atividade”, critica a ONG.
“A meta era construir e colocar em funcionamento um Centro de Controle Veterinário para fazer atendimentos e castrações. Mas a Prefeitura mudou de ideia e decidiu comprar um castramóvel com emenda parlamentar de 130 mil reais do deputado Laudívio Carvalho.”
A ONG informa ainda que, devido ao descumprimento de um segundo acordo para atendimento e castração de animais, o Ministério Público levou o caso à Justiça.
“Sem castração em massa, que significa fazer castração de 20 animais por dia, 100 por semana e 400 por mês a cidade vai enxugar gelo e arrastar o problema da superpopulação e maus-tratos aos animais pro resto da vida.”
A entidade também aguarda o cumprimento de outra promessa da prefeitura. “De licitar uma clínica para o atendimento veterinário aos animais doentes em situação de rua e de pessoas pobres.” Mas, segundo a prefeitura, ainda não há previsão.
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