Segundo o Ministério Público Federal, é importante evitar o contato com animais silvestres no Amazonas, porque isso pode colocar os animais em risco. Inclusive o MPF pede que testemunhas denunciem ao Ibama as empresas do ramo de turismo e hotelaria que estejam usando ou incentivando o uso de animais silvestres como entretenimento.
O Parque Ecológico Januari, situado a 45 minutos de Manaus, é apontado como um dos locais mais vulneráveis se tratando da interferência humana na vida selvagem amazônica. No parque, que possui uma área de nove mil hectares, não é incomum turistas invadirem o habitat dos animais para tirarem “selfies”. O impacto desse ato que aparentemente parece inofensivo pode ser bem prejudicial aos animais, segundo o relatório “Um Foco na Crueldade”, da organização Proteção Animal Mundial (PAM), porque interfere na rotina e no estilo de vida dos animais.
“Pesquisas anteriores já destacavam como o uso da vida silvestre para tais fins pode comprometer severamente o bem-estar fisiológico e comportamental dos animais silvestres ao longo de suas vidas, pois eles são capturados, contidos e repetidamente colocados em exibição”, informa o relatório, acrescentando que há também casos de maus-tratos e violência. Além disso, vale frisar que a utilização de animais silvestres em atividades turísticas é crime – artigo 29 da Lei nº 9.605/98.
A situação no Amazonas é considerada preocupante porque na última investigação realizada pela Proteção Animal Mundial foi revelado que 94% das excursões realizadas por empresas de turismo de Manaus permitem que os turistas toquem e segurem os animais para tirarem “selfies”. “O boto cor-de-rosa era a espécie mais comumente oferecida para esse tipo de contato físico, seguido pela preguiça-de-três-dedos, jacaretinga, sucuri-verde e saimiri (também conhecido como macaco-de-cheiro ou macaco-esquilo)”, revela a Proteção Animal Mundial.
Saiba Mais
As denúncias de exposição e uso de animais podem ser feitas ligando para 0800-618080 ou por meio do aplicativo Meu Ambiente.
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